Plano de Governo Participativo
Conheça o Programa de Governo do Leandro Grass para o DF.
O plano em 6 tempos
Cada fila é um pedaço de vida que não volta. O plano se organiza pelo tempo que o governo devolve ou rouba de quem mora aqui. São 23 áreas temáticas e 272 propostas, cada uma com seu diagnóstico e sua meta.
A BASE
Decidir Junto
O chão que sustenta todos os tempos.
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3 áreas · 7 votos
FINANÇAS PÚBLICAS: RESGATAR BRASÍLIA DA MAIOR CRISE FINANCEIRA DA SUA HISTÓRIA
14 propostasQualidade do gasto e orçamento por desempenho: implantar o orçamento orientado a resultados: cada programa com meta, indicador e avaliação pública, e o recurso seguindo o que entrega resultado para a população. Construir uma estrutura administrativa mais eficiente, com responsabilidade no trato do dinheiro público. A revisão periódica das despesas avalia sistematicamente os programas de custeio para cortar o que não funciona e proteger o que entrega, acompanhada de orçamento base-zero, centralização de compras com pregão eletrônico e fim dos contratos superfaturados. Eficiência aqui não é corte cego em serviço: é tirar dinheiro do desperdício e da estrutura inchada para pôr em creche, posto de saúde e ônibus. Gastar bem é condição para cuidar de quem mais precisa.
Radiografia pública das contas: painel aberto a cada quadrimestre com os indicadores oficiais (déficit, restos a pagar, caixa), acompanhado por conselho com participação da sociedade.
Preparar o DF para a reforma tributária: unidade técnica dedicada à implementação a partir de 2027, com estudo público dos impactos sobre a receita distrital, defesa dos interesses do DF na regulamentação e modernização da administração tributária para o novo sistema, quem não se prepara, perde arrecadação.
Auditoria completa e pública do acordo BRB/Master (90 dias): quanto custou, quem decidiu e o que foi comprometido, com todos os documentos abertos.
BRB mais forte com parceria federal: estudar parcerias e operações com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil para robustecer o banco público do DF, ampliar a oferta de crédito e reduzir o custo do resgate — preservando o BRB como agente financeiro do Distrito Federal e o emprego dos seus trabalhadores.
Resgate do BRB como banco público: gestão técnica por critérios profissionais, governança blindada contra aventuras e recomposição gradual da saúde do banco.
Reestruturar as finanças e renegociar o socorro ao BRB: plano plurianual de equacionamento do endividamento e renegociação do cronograma de comprometimento de recursos, protegendo saúde, educação e investimento (fim do confisco).
Fornecedor pago em dia: recompor o fluxo de caixa (a disponibilidade líquida caiu 69,5% entre 2023 e 2025) com cronograma transparente de pagamento.
Fim da bola de neve dos restos a pagar: acabar com a prática de empurrar contas para o ano seguinte, que inflou as Despesas de Exercícios Anteriores.
Ampliar recursos sem punir o pobre: revisão de todas as renúncias fiscais (cada benefício avaliado por retorno em emprego), recuperação da dívida ativa e progressividade onde a lei permitir.
Desenrola GDF: renegociação de dívidas da população e dos servidores com o banco e o governo, aliviando o orçamento das famílias.
Revisão dos aluguéis e imóveis do GDF: auditar e renegociar contratos, ocupando o patrimônio ocioso em vez de alugar prédios.
Recuperação do INAS-DF: saneamento do déficit de R$ 141 milhões e das dívidas de R$ 200 milhões, e recredenciamento das 226 clínicas descredenciadas.
Pacto pelo Fundo Constitucional (FCDF): defesa permanente do FCDF em Brasília, com a força da relação do campo político com o governo federal.
GESTÃO PÚBLICA, PARTICIPAÇÃO POPULAR E TRANSPARÊNCIA
10 propostasGoverno por metas com avaliação popular: cada secretaria e cada administração regional com metas públicas anuais e avaliação divulgada; e, de forma inédita, avaliação popular quadrimestral da gestão dos secretários e administradores regionais, ouvindo diretamente os beneficiários dos programas. Efetividade não se mede só por indicador interno, mede-se também pela satisfação de quem usa o serviço.
Governo enxuto e profissional: cargos de direção por critérios de competência, com percentual mínimo reservado a servidores de carreira e redução dos comissionados de indicação puramente política: menos cabide de emprego, mais gestão.
Rua por rua, quadra por quadra (nos primeiros 100 dias): um grande mutirão de recuperação das cidades, com o Centro Integrado de Zeladoria Urbana coordenando limpeza, coleta de lixo, tapa-buraco, poda, capina, meio-fio, calçada, iluminação e pintura. Cada Região Administrativa recebe um cronograma público de zeladoria, e a população acompanha e cobra pela Ouvidoria. Cidade limpa, iluminada e cuidada é o governo aparecendo na porta de casa todo dia.
SIPPOP-DF — Sistema Permanente de Participação Popular do Distrito Federal: reunir num só sistema conselhos, conferências, audiências públicas, consultas populares, plataformas digitais, ouvidorias e fóruns comunitários, institucionalizando o diálogo entre governo e sociedade organizada. A democracia não se esgota no voto.
Programa Comunidade Viva: política permanente de fortalecimento da participação popular em todas as RAs e comunidades rurais, com trabalho contínuo de base junto a lideranças locais, juventude, mulheres, pessoas idosas, agricultores familiares e povos tradicionais, reconhecendo as comunidades como parceiras da gestão, não como beneficiárias passivas.
Governo nas Comunidades: agenda permanente do Governador e do secretariado nas comunidades urbanas e rurais para ouvir demandas, prestar contas presencialmente e acompanhar a execução das políticas onde a vida acontece.
Planejamento Participativo Regional e Semana da Participação Popular: cada RA define periodicamente suas prioridades locais com a população organizada, em um calendário anual de encontros comunitários que avalia as políticas do ano e define as prioridades do seguinte, alimentando o orçamento e o plano de governo.
Plataforma Comunidade Participa: ferramenta digital integrada (evolução do Decide DF) para apresentação de propostas, acompanhamento de demandas, consultas públicas, avaliação dos serviços e prestação de contas.
Transparência comunitária: obras, investimentos, cronogramas, contratos e execução orçamentária publicados de forma simples e acessível, para que qualquer morador acompanhe o que está sendo feito na sua cidade, com transparência que a comunidade entende e fiscaliza.
Dar uso pleno e responsável ao Centro Administrativo: o complexo de 16 prédios em Taguatinga custou cerca de R$ 1 bilhão e passou mais de uma década vazio, o retrato do desperdício que este plano combate. O compromisso é concluir a ocupação de forma planejada e transparente, transferindo para lá as secretarias que hoje pagam aluguel caro no Plano Piloto, com economia auditável e prestação de contas, e aproximando os serviços do centro demográfico do DF, onde vive a maior parte da população, mais perto de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga.
SERVIDORES E EMPREGADOS PÚBLICOS: QUEM CUIDA DO DF PRECISA SER CUIDADO
11 propostasSaúde mental e combate ao assédio: programa no GDF com canal independente de denúncia.
Qualificação e desenvolvimento: escola de governo fortalecida, licenças para formação e progressão vinculada a desenvolvimento profissional.
Teletrabalho e flexibilidade: regulamentados onde a atividade permitir, com foco em produtividade e qualidade de vida.
Chefia com percentual mínimo de carreira: valorizar quem conhece a máquina; e política de valorização dos inativos, com atendimento prioritário no INAS.
Serviço público não se vende: compromisso de não privatizar os serviços de saneamento, transporte e energia pública do Distrito Federal. Caesb, Metrô-DF e CEB Iluminação permanecem públicos, com investimento, gestão eficiente e valorização dos seus empregados, assim como o BRB, que será resgatado como banco público. Água, mobilidade e luz são direito, não mercadoria.
Ampliar a paridade de gênero em cargos: aumentar de forma progressiva a presença de mulheres nos cargos de direção e chefia do GDF e das empresas públicas, com composição por gênero e raça publicada e acompanhada, e política de formação e sucessão que abra caminho para as servidoras e empregadas públicas.
Mesa Permanente de Negociação: diálogo com todas as carreiras e calendário anual de pautas, o servidor deixa de ser tratado como adversário.
Plano de recomposição de pessoal: concursos priorizando saúde (convocação dos enfermeiros aprovados), educação e assistência social, com substituição progressiva de terceirizações irregulares nas atividades finalísticas.
Valorização do magistério: recomposição gradual do piso e da carreira docente rumo à média das carreiras de nível superior do GDF.
Desenrola Servidor: renegociação de dívidas do servidor (consignados, INAS, obrigações com o GDF e o BRB recuperado), com juro baixo.
Reformular o INAS-DF e fazê-lo funcionar: saneamento financeiro, recredenciamento das clínicas, corpo técnico próprio e rede resolutiva.
Os 6 tempos
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Cuidar
O DF que cuida das pessoas, do berço ao envelhecimento
7 áreas · 85 propostas
Fazer do DF uma referência nacional em saúde pública em quatro anos.
Diagnóstico
A saúde é o problema número 1 apontado pela população do DF e a área mais mal avaliada do governo. O paradoxo é brutal: o DF é o estado que mais gasta e o que tem o maior número de profissionais da saúde por habitante. A média é de R$ 1.260,79/hab/ano, mais que o dobro do 2º colocado. A entrega de serviços, por outro lado, é muito ruim: filas de mais de 7 horas, espera de meses por especialista e remédio em falta. O problema está na alocação e na gestão, não no volume de recurso. A Atenção Primária cobre 74,6% da população, mas 22 das 33 RAs estão abaixo do preconizado; Sol Nascente, Estrutural, Itapoã e Paranoá são as mais críticas. O dimensionamento por necessidade indica que o DF precisaria de cerca de 1.100 equipes de Saúde da Família. Hoje são cerca de 600, e apenas 43% delas estão completas. Metade da população (52,2%) nunca recebeu visita de agente comunitário. Das 157 UBS avaliadas pelo QualisAPS, apenas 3 (1,9%) têm estrutura adequada e 49 (31,2%) estão em condição insuficiente ou gravemente insuficiente; nas piores, nenhuma fazia coleta de exames ou dispensação de medicamentos e só 15,8% ofereciam vacinação. Auditoria do TCDF encontrou inadequações estruturais em mais de 85% das UBS fiscalizadas, com apenas 14% em boas condições. A desigualdade é o nó: 91,2% dos moradores do Lago Sul têm plano de saúde; no Itapoã, 4,4%. Metade das mamografias é feita em mulheres brancas: 50% delas fizeram o exame, contra 36% das pretas e pardas. O IGES-DF, criado em 2019 com promessa de eficiência, acumulou auditorias devastadoras: não encontrou melhora mensurável; TCDF apontou duplicidade de R$ 32 milhões e metas descumpridas; o MPC representou contra sua expansão. O INAS/GDF Saúde, plano dos servidores, admite déficit de R$ 141 milhões, deve mais de R$ 200 milhões à rede e descredenciou 226 clínicas em janeiro de 2026, o servidor paga uma das maiores contribuições do país e o GDF faz o menor aporte patronal. As auditorias do TCDF (2024) dimensionam o represamento: são 917.364 procedimentos represados e o tempo médio para cirurgia eletiva saltou de 40 dias em 2019 para 254 dias, alta de 535%. Em 2025 ainda havia 37 mil pacientes na fila cirúrgica, 1.388 deles esperando há mais de cinco anos. O retrato por área confirma a urgência e mostra onde agir. Na saúde bucal, o DF figura historicamente entre as piores coberturas do país, e em queda: de 34,36% (2022) para 30,36% (fevereiro de 2026), com déficit de dentistas e equipamentos adquiridos e não instalados. Na saúde mental, a Rede de Atenção Psicossocial é uma das mais frágeis do país: 18 CAPS para 3,1 milhões de habitantes (14 habilitados), cobertura de 0,54 CAPS habilitado por 100 mil habitantes contra média nacional de 1,13. Para alcançar a média, o DF precisaria de cerca de 18 novos CAPS habilitados. A rede está sem cobertura nas regiões Norte e Leste, com espera de 943 dias na RAPS e nenhum Centro de Convivência em funcionamento. Em leitos, tomando a referência de 3 por mil habitantes, o DF deveria dispor de cerca de 10 mil e tem em torno de 7 mil, a maior parte na rede privada, numa cidade em que só cerca de um quarto da população tem plano de saúde. Como referência de qualidade, o CNJ considera excessiva a espera acima de 100 dias para consultas e exames e de 180 dias para cirurgias, parâmetro que vira meta neste plano. Falta gente, mas também falta equipamento funcionando. Auditoria do TCDF apurou que apenas cerca de 20% dos equipamentos da rede pública têm cobertura contratual de manutenção preventiva e corretiva. Os outros 80% não têm manutenção adequada, e aparelhos quebram e ficam parados por meses, obrigando a SES a comprar na rede privada o que deixou de ofertar. No Hospital de Base, dos 12 aparelhos de colonoscopia existentes, apenas dois estariam em funcionamento, num quadro em que o próprio TCDF apontou falta de aparelhos, de profissionais capacitados, de salas adequadas e de insumos para exames endoscópicos, sem contratos eficazes de manutenção. Os processos de compra de ressonâncias magnéticas e tomógrafos, abertos em 2017 e 2020, seguiam sem previsão de conclusão quando o Tribunal determinou que fossem finalizados. O efeito aparece na ponta: centros cirúrgicos operando a cerca de 30% da capacidade e salas ociosas por falta de anestesistas, instrumentadores, enfermagem cirúrgica e órteses e próteses, enquanto a fila cresce. O gargalo não é só orçamento: é manutenção, compra e gestão do que já existe. As filas têm nome e tamanho. Além dos 917.364 procedimentos represados, o Complexo Regulador e o MPDFT registram cerca de 12 mil pessoas aguardando consulta em oftalmologia (8 a 12 meses de espera oficial, chegando a 3 anos na prática), 7.483 aguardando cirurgia geral, cerca de 4.500 cirurgias ginecológicas (14 a 18 meses), cerca de 2.800 cirurgias ortopédicas (9 a 15 meses), mais de 19 mil pessoas esperando colonoscopia, fila que levou o MPDFT a ajuizar ação civil pública em 2026, 485 dias de espera em neuropediatria e 943 dias na rede de saúde mental. Em cardiologia, há pacientes aguardando consulta desde 2021, com média de 147 dias. O transplante de medula óssea não é realizado na rede pública do DF: cerca de 600 pessoas esperam e precisam viajar para outras unidades da federação. E há ainda a pressão do Entorno: cerca de 1,2 milhão de moradores de municípios goianos e mineiros dependem do SUS-DF sem cofinanciamento adequado, sobrecarregando sobretudo os hospitais de Santa Maria, Planaltina e Sobradinho. E o desinvestimento é uma escolha, não uma fatalidade. Em 2015 o GDF destinava 21,29% do orçamento à saúde; na LDO de 2024, 13,45%. O mínimo constitucional virou teto. O Fundo Constitucional mais que dobrou em dez anos, de R$ 12 bilhões (2015) para R$ 28 bilhões (2026), enquanto o aporte do Tesouro distrital ficou congelado no patamar de 2015, caindo de 37% para 24,2% do orçamento da saúde. Em 2025, 61,6% do financiamento veio do Fundo Constitucional e a taxa de investimento foi de apenas 1,7% (cerca de R$ 150 milhões). Praticamente não há orçamento para infraestrutura, tecnologia e provimento de pessoal. A despesa de pessoal está em 38,5% da receita corrente líquida, bem abaixo do limite de 49% da LRF: havia espaço legal para contratar, e não se contratou.
- Saúde Sem Espera — fila que anda (carro-chefe, nos primeiros 100 dias): mutirão permanente de consultas, exames e cirurgias usando a capacidade ociosa das redes pública, privada e filantrópica, remunerada por produção, com fila única regulada e painel público de espera por procedimento, especialidade e RA. 3
- Agora Tem Especialistas, integralmente: aderir ao programa federal em três frentes simultâneas: carretas (saúde da mulher, imagem, oftalmologia), reativação de salas cirúrgicas e ambulatórios ociosos em terceiro turno, e ampliação da oferta de especialistas, captando o cofinanciamento federal que hoje o DF deixa na mesa. 2
- Manutenção e reposição do parque tecnológico (nos primeiros 100 dias): contrato distrital único de manutenção preventiva e corretiva cobrindo 100% dos equipamentos da rede, contra os cerca de 20% de hoje, com inventário público de cada aparelho, tempo máximo de reparo, penalidade por equipamento parado e painel aberto de disponibilidade. Concluir as aquisições travadas de ressonância magnética, tomógrafos, aparelhos de endoscopia e colonoscopia e instalar todo equipamento comprado e não instalado, inclusive os odontológicos: equipamento parado é fila que anda para trás. 0
- Terceiro turno cirúrgico e capacidade ociosa: colocar as salas em uso pleno com equipe completa (anestesistas, instrumentadores e enfermagem cirúrgica), contrato permanente de órteses, próteses e materiais especiais e fluxo garantido de insumos e anestésicos, saindo dos atuais 30% de utilização dos centros cirúrgicos. Ampliação de leito só com recurso humano correspondente: não se inaugura equipamento sem equipe. 1
- Farmácia sem falta: gestão informatizada de estoque com transparência em tempo real e entrega domiciliar de medicamento de uso contínuo para idosos e pessoas com deficiência. 1
- Retomada emergencial da vacinação (primeiros 100 dias): o DF vacinou apenas 46,3% do público prioritário contra a gripe em 2026, contra meta de 90% (1,18 milhão de pessoas), e a gripe já matou 38 pessoas no ano. Convocação imediata de campanha distrital com vacina onde a pessoa está: escolas, terminais rodoviários, feiras, locais de trabalho e domicílio pelos agentes comunitários. Horário estendido e fins de semana nas UBS, sem esperar autorização federal para ampliar público quando houver estoque, competência que é do DF. 1
- Atenção Primária de verdade, cobertura total perto de casa: garantir que toda família do DF tenha equipe de Saúde da Família de referência a uma distância caminhável, com médico, enfermeiro, técnico e agente comunitário que conheçam o nome de quem mora ali. Chegar lá exige sair das cerca de 600 equipes atuais para aproximadamente 1.100, o que significa 500 equipes novas e a recomposição das 342 que hoje estão incompletas (57% do total). Em profissionais, são cerca de 500 médicos de família, 500 enfermeiros, 500 técnicos de enfermagem e de 2.000 a 2.500 agentes comunitários de saúde, numa cidade em que 52,2% da população nunca recebeu uma visita. Falta ainda o pessoal que falta para completar as equipes existentes. Em estrutura, o DF tem hoje 182 UBS, com média aproximada de 3,3 equipes por unidade. Mantida essa densidade, a rede precisaria alcançar cerca de 330 unidades para atender toda a população. Parte da ampliação, porém, pode ocorrer por adensamento, com mais equipes nas UBS que já têm espaço físico, e o Novo PAC Saúde tem linha de financiamento para isso. O número exato de unidades novas depende de um diagnóstico territorial que será a primeira entrega da transição de govern 1
- Recompor a força de trabalho do SUS-DF: convocar imediatamente os aprovados em concurso (incluindo os 5 mil de enfermagem) e realizar o concurso de Especialista em Saúde que o MPDFT cobra desde 2022 para suprir o déficit de 4.166 profissionais em 17 especialidades, entre elas farmácia (1.095), terapia ocupacional (530), administração (490), fisioterapia (440), serviço social (337) e psicologia (310), com concurso também para as categorias que estão há 13 anos sem certame. Implantar plano de carreira e retenção de médicos (o piso da SES é de cerca de R$ 7,5 mil, contra R$ 15 mil a R$ 25 mil no setor privado local, o que explica a perda de 537 médicos entre 2019 e 2024, 84,8% deles por más condições de trabalho) e reestruturar a carreira da enfermagem, hoje a pior remunerada entre as de nível superior, como alavanca de expansão da capacidade da rede. Meta de reduzir o absenteísmo dos atuais 9,5% para menos de 5%, com programa permanente de saúde mental do servidor. Os transtornos mentais são a primeira causa de afastamento e cerca de 20% dos aproximadamente 60 mil trabalhadores da saúde estão em licença. 1
- Sorriso de Brasília — saúde bucal com meta de equipe: levar as equipes de saúde bucal a 70% das equipes de Saúde da Família, cerca de 770 no alvo de 1.100, com os equipamentos odontológicos já comprados e não instalados postos em uso. Recuperar a cobertura (caiu para 30,36% em 2026) com equipes completas nas UBS, mutirões de próteses e fortalecimento dos centros de especialidades odontológicas. 1
- Política Distrital de Imunização, alinhada ao PNI e pactuada com o Ministério da Saúde: recompor as coberturas hoje abaixo da meta (tríplice viral abaixo dos 95% recomendados, poliomielite em 88,9%, influenza em 46,3%) com quatro instrumentos: registro nominal de cada criança e cada idoso na UBS de referência, com busca ativa do faltoso pelo agente comunitário; convocação automática para a segunda dose, atacando o abandono que hoje chega a 64% na vacina da dengue; sala de vacina funcionando em horário estendido em todas as UBS; e integração do registro digital para que a caderneta perdida deixe de ser barreira. Brasília é, pela intensa mobilidade internacional, uma das cidades mais expostas do país à reintrodução do sarampo: recuperar cobertura aqui é proteger o Brasil inteiro. 1
- Saúde da mulher: mamografia e preventivo com meta de 30 dias, pré-natal completo com captação de 90% das gestantes até a 12ª semana por busca ativa dos agentes comunitários, parto humanizado e combate à desigualdade racial no acesso. 1
- Saúde mental — Cuidar da Mente: programa distrital com dotação própria: psicólogo em todas as UBS e expansão dos CAPS (hoje 18 para 3,1 milhões de habitantes, sem cobertura no Norte e no Leste), com meta de ao menos um CAPS por região de saúde e cerca de 18 novos CAPS habilitados para alcançar a média nacional de cobertura, habilitando os já existentes junto ao Ministério da Saúde e pleiteando novos no Novo PAC. Criar os primeiros Centros de Convivência do DF, porque hoje não existe nenhum. Ampliar leitos de saúde mental em hospitais gerais, articular CAPS AD com moradia e trabalho e atacar os 943 dias de espera na RAPS, tudo integrado à Atenção Primária e ao cuidado em liberdade. 1
- Saúde no território: parcerias com empresas do DF para ações itinerantes de exames, prevenção e educação em saúde nas regiões. 0
- Reorganizar a rede hospitalar por regiões de saúde: definir o papel de cada unidade (porta de entrada, retaguarda, referência) com regulação única, e concluir, equipar e colocar em funcionamento os hospitais herdados, entre eles o Hospital de São Sebastião e o Hospital do Câncer (Oncológico de Brasília), em obras desde 2021 — articulados ao programa federal. 1
- Plano de Reforma Hospitalar (diagnóstico nos primeiros 90 dias, execução em quatro anos): levantamento estrutural unidade a unidade, com cronograma e orçamento públicos, priorizando os hospitais regionais das regiões de maior vulnerabilidade. O Hospital de Santa Maria e o Hospital do Gama já existem e operam, então a proposta correta é reforma e ampliação, não construção nova. O mesmo vale para o Hospital Regional de Ceilândia, hoje o segundo em volume de atendimento do DF atrás apenas do Hospital de Base: o compromisso é concluir e ampliar a reforma do pronto-socorro, obra de cerca de R$ 12 milhões que o governo atual anunciou e não entregou. Entram ainda Samambaia, Planaltina e Sobradinho, além do destino permanente para a estrutura modular de Ceilândia, erguida como hospital de campanha em 2020 e nunca convertida em serviço definitivo. Reforma não é obra nova: é o que devolve leito fechado ao uso, e custa uma fração do preço. 0
- Concluir o que está parado antes de anunciar o que não começou: o Hospital Oncológico de Brasília teve as obras iniciadas em 2021 e segue sem entrega; os hospitais do Recanto das Emas (100 leitos), de São Sebastião (100 leitos) e o Clínico Ortopédico do Guará (160 leitos, dos quais 90 de ortopedia e 20 de UTI) estão licitados ou em obra. São cerca de 360 leitos já contratados com dinheiro público e não entregues. Prazo, responsável e painel público de acompanhamento para cada um: o compromisso deste governo é terminar, e cada obra parada tem nome, data e responsável. 1
- Expansão dimensionada da média e alta complexidade: o DF opera com cerca de 7 mil leitos para uma referência de 9,3 mil (3 por mil habitantes), e com 13 UPAs para 3,1 milhões de pessoas. O plano prevê a recomposição de cerca de 2 mil leitos SUS em quatro anos, com prioridade para UTI adulta, pediátrica e neonatal, e a conclusão das 7 UPAs já contratadas, no Guará, Estrutural, Águas Claras, Água Quente, Sol Nascente, Arapoanga e Taguatinga, que levam a rede de 13 para 20 unidades. Novas unidades além dessas seguem o critério do tempo-resposta, não a conveniência política do anúncio. 1
- Alta complexidade que o DF não oferece: habilitar junto ao Ministério da Saúde os novos leitos de UTI adulta, pediátrica e neonatal previstos na expansão e implantar o serviço de transplante de medula óssea na rede pública, hoje inexistente no DF. Cerca de 600 pessoas esperam e precisam viajar para outros estados para se tratar. Habilitação não é detalhe burocrático: é o que traz recurso federal de custeio junto com o leito. 0
- Hospital da Mulher e Hospital da Criança como coroação de duas redes, não como unidades isoladas: eles fecham o topo da Rede Alyne, a rede materno-infantil que hoje conta com uma única Casa de Parto Normal para todas as regiões de saúde, e da rede de atenção à criança, integrando os pontos que já existem, entre eles o Hospital Materno Infantil de Brasília e o Hospital da Criança em funcionamento. O Hospital da Criança assume explicitamente o gargalo da infância atípica, com o transtorno do espectro autista e outras condições do desenvolvimento como linha de cuidado prioritária: são 485 dias de espera em neuropediatria, e criança nessa fila perde a janela terapêutica enquanto aguarda. A prioridade imediata é recuperar e ampliar o HMIB, garantir os leitos pediátricos e de UTI pediátrica já contratados nos hospitais em obra e implantar centros de parto normal nas regiões de saúde. 1
- Infraestrutura orientada pela atenção básica: mais UBS e UPAs onde faltam e plano quadrienal de reforma de todas as unidades da rede. 0
- Devolver o comando do IGES-DF à Secretaria de Saúde: a gestão dos hospitais e das UPAs sob o instituto volta ao comando direto da Secretaria, com auditoria de todos os contratos vigentes, metas mensuráveis e prestação de contas pública. Saúde é responsabilidade do Estado, e quem responde por ela perante a população precisa ser quem manda nela. 1
- Plano público de transição do IGES-DF: devolver o comando sem interromper o atendimento por um único dia, com cronograma publicado, incorporação gradual dos serviços à rede e solução negociada para os trabalhadores celetistas do instituto, que não podem pagar a conta de uma decisão de gestão. 1
- Financiamento e cofinanciamento: recompor o investimento próprio do Tesouro distrital na saúde, hoje em 24,2% do orçamento do setor e com taxa de investimento de apenas 1,7%, e pactuar com a União e com Goiás o cofinanciamento do atendimento a cerca de 1,2 milhão de moradores do Entorno que dependem do SUS-DF, com adequação dos serviços às normas federais para destravar habilitações e recursos que o DF hoje deixa de receber. 1
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Reconstruir o SUAS como sistema público, territorializado e preventivo.
Diagnóstico
O DF é a unidade da federação com maior desigualdade do país (Gini 0,570 pelo terceiro ano consecutivo) e cerca de 431 mil pessoas vivem abaixo da linha da pobreza na capital da República. O Cadastro Único reúne 428.629 famílias; mais de 170 mil recebem Bolsa Família. A rede, porém, não acompanha a demanda: são 32 CRAS quando estudo do MPDFT aponta necessidade mínima de 56, e de até 74 se considerado todo o CadÚnico. Apenas dois Centros Pop (Brasília e Taguatinga) atendem toda a população em situação de rua do DF. O déficit de equipes limita acolhida, visita domiciliar e acompanhamento familiar. Sem trabalhadores suficientes, tecnologia apenas reorganiza a fila, não a reduz. A transferência de renda é decisiva, mas sem serviços continuados, busca ativa e porta de saída (qualificação e emprego), a proteção fica incompleta.
- Expandir e qualificar a rede SUAS: plano de expansão progressiva dos CRAS rumo às 56 unidades apontadas pelo MPDFT, priorizando periferias, áreas rurais e ocupações; ampliar CREAS, Centros Pop e acolhimento; recompor equipes por concurso com valorização e supervisão técnica; e busca ativa permanente (CRAS Móvel), o Estado vai até a família. 0
- Integrar os programas sociais para que a pessoa acesse tudo num só lugar: hoje os benefícios são dispersos (Cartão Prato Cheio, DF Social, Cartão Creche e auxílios diversos), obrigando a família a se recadastrar várias vezes, enfrentar filas repetidas e às vezes perder direitos por falta de informação. A integração cria uma porta única de acesso pelo CadÚnico, com atendimento presencial assistido e mutirões de cadastramento, para que quem tem direito receba de forma mais simples, rápida e sem burocracia, e para que benefícios que se somam cheguem a quem mais precisa. O ganho é da população: menos filas, menos papelada, mais direito garantido. 0
- Rede distrital de segurança alimentar: ampliar restaurantes e cozinhas comunitárias nas RAs de maior demanda, bancos de alimentos e hortas urbanas nos desertos alimentares, com recorte de vulnerabilidade. 0
- Política Distrital de Abastecimento: criar o marco integrando o SISAN, ampliando a Cesta Verde e as compras da agricultura familiar: elevar o orçamento do PAA para R$ 18 milhões e garantir 45% de compras da agricultura familiar. 0
- Primeira infância intersetorial: visitação domiciliar, creche, saúde materno-infantil e apoio às famílias no ciclo de 0 a 6 anos. 0
- Porta de saída: integrar transferência de renda com qualificação profissional, intermediação de emprego, microcrédito e economia solidária. 0
- Proteção à pessoa idosa: centros-dia, atendimento domiciliar e enfrentamento à violência contra a pessoa idosa. 0
- Acolhimento à população em situação de rua: ampliar a rede com abordagem integrada a saúde mental, moradia e documentação. 0
- Fortalecer o controle social: CAS/DF E CAISAN com estrutura, conferências regulares e transparência da execução por RA em linguagem cidadã. 0
- Política integrada para a População em Situação de Rua: acolhimento humanizado e ampliado (hoje só dois Centros Pop atendem todo o DF), acesso facilitado a documentação, CadÚnico, saúde, moradia, qualificação e renda, com fim das práticas de higienização social e da criminalização, e participação das pessoas em situação de rua na formulação das políticas. 0
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Carregando propostas da comunidade…
Reduzir drasticamente o feminicídio e a violência doméstica, e construir a infraestrutura do cuidado, com creche, autonomia econômica e serviços.
Diagnóstico
As mulheres são 52% do eleitorado e a maioria dos usuários de todos os serviços públicos, e são elas que pagam o preço mais alto do abandono: o feminicídio cresceu 21,7% em 2025 (28 vítimas) (8ª pior taxa do país), 131 tentativas no ano, uma mulher atacada a cada três dias. A sobrecarga do cuidado é política pública ausente: sem creche (29% de cobertura 0–3 anos), sem lavanderia coletiva, sem restaurante comunitário suficiente, é a mulher, sobretudo a mulher negra da periferia, que cobre com o próprio corpo o que o Estado não faz. No Decide DF, o tema Mulheres e Juventude quase dobrou de votos entre as rodadas (+92%), com 60% dos relatos sobre violência e proteção. No transporte, a insegurança feminina aparece como razão central do medo noturno.
- Pacto Contra o Feminicídio (100 primeiros dias): um pacto formal entre o Governo do DF, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Civil e a Polícia Militar para agir sobre onde o feminicídio de fato acontece: dentro de casa. Como a maioria dos casos ocorre no ambiente doméstico e por parceiro ou ex-parceiro, o foco é fazer a medida protetiva funcionar de verdade: classificação de risco em 100% das ocorrências de violência doméstica, concessão e fiscalização ágil das medidas protetivas, monitoramento eletrônico do agressor (tornozeleira que dispara alerta automático à polícia quando ele rompe a distância, priorizando tentativas de feminicídio), acompanhamento ativo de quem já denunciou e a rede Viva Flor e Patrulha Maria da Penha em todas as RAs. Não basta a mulher pedir ajuda: o Estado tem de vigiar quem ameaça e agir antes da tragédia. 0
- Rede de proteção completa: Casa da Mulher Brasileira em funcionamento pleno e unidades regionais, DEAM 24h, casas-abrigo e acompanhamento psicossocial e jurídico; programa de emprego, renda e prioridade habitacional para mulheres vítimas de violência. 0
- Fila Zero na creche como política de autonomia feminina: prioridade às mães responsáveis pela família. 0
- Autonomia econômica: microcrédito para empreendedoras, prioridade nas compras públicas, qualificação com bolsa e creche no horário do curso. 0
- Infraestrutura do cuidado: restaurantes comunitários, lavanderias coletivas e Centros de Convivência nas RAs de maior vulnerabilidade. 0
- Saúde integral da mulher: mamografia e preventivo em 30 dias, pré-natal completo, combate à violência obstétrica e atenção à saúde menstrual nas escolas. 0
- Transporte seguro: parada noturna segura, iluminação de pontos e protocolo contra importunação, ampliando a Lei 6.282/2019, de Leandro Grass. 0
- Igualdade no governo: paridade nos cargos de direção e orçamento sensível a gênero. 0
- Educação para a igualdade: prevenção da violência nas escolas e formação de agentes públicos em atendimento humanizado. 0
- Câmara de Gestão de Casos de Altíssimo Risco: instância fixa e periódica reunindo polícia, saúde, habitação, assistência, Defensoria e Judiciário para os casos de risco alto e extremo, com plano de segurança único, responsáveis e prazos definidos. 0
- Comitê Distrital de Revisão de Feminicídios: analisar cada feminicídio e cada tentativa grave para identificar onde a rede falhou e emitir recomendações vinculantes de correção de protocolo. O objetivo deve servir para aprender e não repetir. Somado à Sala de Situação do Feminicídio, com metas públicas por RA e dados abertos georreferenciados, faz de cada morte evitável um caso com responsável, protocolo e meta. 1
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Fazer da igualdade racial e do respeito à diversidade políticas de Estado transversais a todo o governo, com orçamento, metas por RA e participação direta.
Diagnóstico
O DF é majoritariamente negro, mas a desigualdade tem cor e endereço. A renda per capita do Lago Sul é mais de 20 vezes a da Estrutural, e a população dessas RAs mais pobres é majoritariamente negra. Metade das mamografias da rede se concentra em mulheres brancas. A juventude negra da periferia morre 2,5 vezes mais. Nos serviços, na abordagem policial, no acesso à saúde e no mercado de trabalho, o racismo estrutural opera todos os dias. O DF também abriga povos indígenas (como o Santuário dos Pajés), comunidades quilombolas e de terreiro, população imigrante e refugiada crescente e uma das maiores populações LGBTQIA+ do país, grupos que hoje não encontram políticas específicas nem escuta institucional.
- Memória, verdade e reparação: valorização dos espaços de memória. 1
- Pessoas com deficiência — Política e Plano: instituir a Política Distrital da Pessoa com Deficiência com coordenação transversal e orçamento próprio na estrutura existente; implantar o Plano Distrital de Inclusão e Acessibilidade com metas e comitê intersetorial; fortalecer o conselho de direitos com as entidades representativas, com conferências e audiências periódicas; e destinar espaços públicos ociosos às entidades de e para pessoas com deficiência. 0
- Trabalho, renda e proteção para pessoas com deficiência: fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas, ampliar empregabilidade e qualificação profissional, apoiar o empreendedorismo, garantir acesso ao BPC e aos demais benefícios e criar programas de apoio a famílias e cuidadores, com centros de convivência e acolhimento, além de acessibilidade plena nos serviços e equipamentos públicos. 0
- Direitos Humanos como política transversal de governo: a agenda de DH não cabe numa pasta só: exige coordenação intersetorial com orçamento próprio, planejamento e participação social permanente, atravessando todas as secretarias, como recomendou o setorial. 0
- Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente: ampliar equipes técnicas e o financiamento dos Conselhos Tutelares, integrar os sistemas de informação e criar monitoramento permanente, o DF lidera registros no Disque 100 e a rede está fragmentada. 0
- Erradicar o trabalho infantil e enfrentar a exploração sexual: fiscalização e busca ativa, transferência de renda e inclusão produtiva das famílias, permanência escolar e campanhas permanentes, com responsabilização dos agressores. 0
- Educação e cultura em Direitos Humanos nas Regiões Administrativas: campanhas permanentes de combate ao preconceito e de promoção do direito à cidade, disseminando os DH onde as violações mais acontecem. 0
- Prioridade territorial dos direitos humanos: concentrar esforço, equipe e orçamento onde o Índice de Vulnerabilidade Social do DF (IVS-DF/IPEDF) aponta as maiores violações. 0
- Instituir a política de Igualdade Racial e Direitos Humanos como prioridade transversal: com orçamento próprio e coordenação transversal, e recorte racial obrigatório em todas as políticas, com metas e indicadores por raça em saúde, educação, segurança e emprego, publicados em painel aberto. 0
- Enfrentamento à violência contra a juventude negra: integrado à segurança pública e aos Centros de Juventude. 0
- Cotas e ascensão no GDF: cumprimento pleno das cotas raciais nos concursos e programa de ascensão de servidores negros a cargos de direção. 0
- Saúde da população negra: protocolo de equidade (anemia falciforme, hipertensão, mortalidade materna de mulheres negras) e combate ao racismo institucional na rede. 0
- Territórios quilombolas e comunidades de terreiro: proteção e titulação, e enfrentamento ao racismo religioso. 0
- Povos indígenas: saúde culturalmente adequada, proteção do Santuário dos Pajés e educação escolar indígena. 0
- Migrantes e refugiados: documentação, português, validação de diplomas e inserção produtiva. 0
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Estruturar a política distrital de proteção animal com coordenação própria na estrutura existente, rede regionalizada de atendimento veterinário público e castração em escala.
Diagnóstico
O DF tem uma das maiores populações de animais comunitários e abandonados do país e uma única unidade pública de pronto-atendimento para cães e gatos, o HVEP de Taguatinga, que funciona apenas em horário comercial. O nome hospital gera falsa expectativa: a estrutura não tem plantão contínuo nem suporte pleno de alta complexidade, e quem precisa de socorro à noite ou no fim de semana simplesmente não tem para onde ir. As políticas existentes, Cartão Ração e Cartão Castração (Lei 7.765/2025), são passos corretos, mas sem escala: filas longas, cobertura insuficiente e protetores independentes que sustentam sozinhos o que deveria ser política pública. A gestão do HVEP, vinculada ao Ibram e executada por contrato com organizações da sociedade civil, não deu conta de atender com regularidade a população, os protetores independentes, as ONGs e os animais apreendidos em operações da Polícia Civil. Falta ainda médico-veterinário de carreira exercendo a função finalística no órgão, o que fragiliza a fiscalização de laudos de maus-tratos e as vistorias que o TCDF exige sobre as verbas da saúde animal. O diagnóstico dos especialistas aponta o caminho: estrutura permanente e concursada, castração em massa como única política eficaz de controle populacional, atendimento veterinário acessível nas regiões e apoio real a quem protege.
- Estruturar a Coordenação Distrital de Proteção Animal: com orçamento e equipe próprios, o Fundo Distrital de Proteção Animal e o Conselho Distrital deliberativo com protetores e sociedade civil. 2
- Castração em massa como política central: mutirões permanentes por RA com meta anual pública e castramóvel, priorizando animais comunitários e de tutores de baixa renda. 1
- Rede Distrital de Saúde Veterinária em quatro níveis: hospitais públicos veterinários de média e alta complexidade, um por vetor do território, com atendimento ao público todos os dias e pronto-socorro e internação 24 horas. A unidade de Taguatinga é reestruturada e ampliada para cobrir Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, e entram novas unidades no Norte (Planaltina), no Sul (Santa Maria), no Leste (São Sebastião) e no Centro-Norte (Brazlândia). O corpo funcional vem por concurso público, o que garante continuidade do serviço, soberania na fiscalização e emprego qualificado no DF. 1
- Fortalecer os Cartões Ração e Castração (Lei 7.765/2025): cadastro simplificado dos protetores, transparência na fila e ampliação da cobertura. 1
- Apoio a protetores e abrigos: credenciamento, repasse por animal acolhido, apoio veterinário e parceria para adoção. 1
- Resgate e socorro público: serviço para animais em risco, maus-tratos ou acidentes, com plantão e integração à Ouvidoria e aos Bombeiros. 1
- Adoção responsável: feiras e campanhas permanentes com microchipagem, registro geral animal e acompanhamento pós-adoção. 1
- Combate implacável aos maus-tratos: delegacia especializada (DEMA) fortalecida, canal de denúncia integrado e responsabilização efetiva. 2
- Educação humanitária e manejo ético: guarda responsável no currículo complementar, manejo ético da fauna urbana e política para grandes animais abandonados. 1
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Instituir a Política Distrital de Cuidados, integrando creche, cuidado ao idoso e à pessoa com deficiência e apoio a quem cuida.
Diagnóstico
Cuidar das pessoas é o lema deste plano, e o cuidado precisa virar política estruturante, não favor. Hoje, quem cuida das crianças, dos idosos e das pessoas com deficiência no DF é, na esmagadora maioria, a mulher (sobretudo a mulher negra e periférica) de graça e sem apoio. É por falta de creche, de centro-dia, de serviço de cuidado que milhares de mulheres abandonam o emprego e os estudos. A sobrecarga do cuidado é uma das maiores travas à autonomia econômica feminina e uma engrenagem silenciosa da desigualdade. O Brasil deu o passo: a Política Nacional de Cuidados (Lei 15.069/2024) e o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida (Decreto 12.562/2025) reconheceram o cuidado como direito e como trabalho, com adesão voluntária e apoio técnico e financeiro da União aos entes que aderirem. O DF pode ser vanguarda: articular numa única política o que hoje está espalhado (creche, centro-dia do idoso, atenção à PcD, apoio ao cuidador) e destravar recurso federal para isso.
- Criar a Política e o Plano Distrital de Cuidados: governança intersetorial (saúde, educação, assistência, mulher, trabalho), aderindo ao Plano Nacional de Cuidados, com Conselho Distrital paritário para desenhar, monitorar e revisar. 0
- Rede de equipamentos de cuidado nas RAs: creches em tempo integral (conectadas à meta Fila Zero), centros-dia para idosos e pessoas com deficiência, e serviços de apoio. 0
- Infraestrutura que libera o tempo da mulher: restaurantes comunitários, lavanderias coletivas e casas de convivência nos territórios de maior vulnerabilidade, com recorte de cuidado no orçamento e mapa da demanda por RA. 0
- Valorização de quem cuida: qualificação e trabalho decente para cuidadoras e cuidadores (remunerados e familiares), com certificação e inserção produtiva; apoio psicossocial, descanso e renda ao cuidador familiar não remunerado, majoritariamente mulheres. 0
- Primeira infância no centro: articular a Política de Cuidados com a visitação domiciliar, a saúde e a creche, garantindo o melhor começo de vida. TEMPO DE APRENDER A educação como projeto de cidade e de sociedade O DF tem o maior PIB per capita do país e uma escola pública que não corresponde. É tempo de mudar: escola em tempo integral com esporte, arte e tecnologia; espaço cultural perto de casa, como a cidade toda pediu; a quadra esportiva iluminada que tira o jovem do risco. Educar não é só preparar para o mercado. É formar o cidadão, a democracia e a sociedade que queremos ser. Num DF que forma talentos e depois os expulsa, é tempo de dar à juventude razões para ficar. Áreas que se reúnem aqui: Educação · Juventude · Cultura · Esporte e Lazer 0
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Garantir o direito de envelhecer com dignidade no DF, com rede pública de cuidado à pessoa idosa.
Diagnóstico
O DF envelhece mais rápido do que o Brasil e não se preparou para isso. Entre 2010 e 2022 a população de 65 anos ou mais quase dobrou, de 128.128 para 248.576 pessoas, alta de 94% contra 57,4% no país (Censo/IBGE). O índice de envelhecimento saltou de 21 para 46,5 pessoas idosas a cada 100 crianças. As projeções da Codeplan indicam que a população de 60+ passa de 11,3% em 2020 para 16,6% em 2030: em quatro anos, uma em cada seis pessoas do DF será idosa. E o envelhecimento tem rosto de mulher: elas são cerca de 59% da população idosa. A oferta pública não acompanhou. A rede de Centro-Dia e de Instituições de Longa Permanência (ILPIs) públicas e conveniadas é insuficiente. Pesquisadoras da UnB chegaram a apontar a ausência de equipamentos públicos gratuitos desse tipo no DF, faltam geriatras e gerontólogos na rede, e a atenção domiciliar é pequena diante da demanda. Somam-se o idadismo cotidiano (do transporte ao atendimento), as violências física, psicológica, patrimonial e por negligência, e uma nova fronteira de vulnerabilidade: golpes e fraudes digitais contra quem não teve letramento digital. Em termos absolutos, as maiores populações idosas estão em Ceilândia, Taguatinga, Plano Piloto, Samambaia, Planaltina e Guará, e é nas RAs de menor renda que se envelhece mais cedo e pior.
- Política permanente de combate ao idadismo: enfrentar o etarismo e todas as formas de discriminação por idade, do atendimento no serviço público ao transporte, com campanhas permanentes e formação de servidores. 0
- Canais de denúncia e acolhimento humanizado: ampliar e integrar os canais existentes, com atendimento que não revitimize e resposta rastreável. 0
- Atenção integral à saúde: fortalecer a Atenção Primária para a pessoa idosa com equipes multiprofissionais, atenção domiciliar, reabilitação e saúde mental, e ampliar a oferta de geriatras, gerontólogos e demais especialidades, integrando saúde e assistência social. 0
- Centro de Atendimento da Pessoa Idosa e cuidados continuados: implantar o Centro de Atendimento da Pessoa Idosa e ampliar a rede de cuidados continuados, garantindo acesso oportuno a consultas, exames, cirurgias e medicamentos. 0
- Letramento digital e proteção contra golpes: programas permanentes de inclusão digital para pessoas idosas, educação financeira e cidadania digital contra fraudes e violência patrimonial, com agentes comunitários multiplicadores formados para apoiar o uso seguro da tecnologia. 0
- Renda e protagonismo econômico: incentivar economia solidária, empreendedorismo sênior e reinserção qualificada no mercado, as pessoas de 60+ já são 19,7% da população em idade ativa do DF e sustentam a maioria de seus domicílios. 0
- Participação e controle social: fortalecer o Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa e os mecanismos de participação, com fóruns e organizações comunitárias ativos nas Regiões Administrativas. 0
- Educação para o envelhecimento: ações permanentes de valorização da pessoa idosa, fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e reconhecimento de boas práticas nas RAs, cumprindo na prática o Estatuto da Pessoa Idosa. 0
- Cidade amiga da pessoa idosa: acessibilidade nas calçadas, travessias, paradas e equipamentos públicos, prioridade real no atendimento e transporte digno, a cidade tem de caber em quem a construiu. 0
- Rede pública de cuidado de longa duração: expandir a oferta de Centros-Dia e de Instituições de Longa Permanência (ILPIs) públicas e conveniadas, articuladas a saúde e assistência, com adesão ao Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (PADI) do Ministério da Saúde. Envelhecer com dignidade não pode depender da renda da família. 0
- Envelhecimento ativo em toda RA: ampliar e qualificar os serviços de convivência e as atividades culturais, esportivas, educativas e intergeracionais, prevenindo o isolamento social e fortalecendo autonomia e vínculos familiares. 0
- Rede de proteção integrada: ações articuladas de prevenção e enfrentamento das violências física, psicológica, patrimonial, financeira, institucional e por negligência, com fluxo único entre SUS, SUAS, Sistema de Justiça, Segurança Pública, Defensoria e conselhos de direitos. 0
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Aprender
A educação como projeto de cidade e de sociedade
4 áreas · 42 propostas
Zerar a fila de creche, ampliar a educação integral e profissional, melhorar a aprendizagem e valorizar todos os profissionais da educação, com atenção às carreiras do Magistério Público e da Assistência à Educação.
Diagnóstico
O DF tem o maior PIB per capita do país e ocupa a 18ª posição no IDEB do ensino médio — atrás de estados muito mais pobres. Apenas 5% dos estudantes da rede pública terminam o ensino médio com aprendizado adequado em matemática e 33% em português. Só 29% das crianças de 0 a 3 anos têm acesso à creche (7º pior índice do país, contra meta de 60% do novo PNE) e o acesso é de 52% no quintil mais rico contra muito menos nas famílias pobres. A desigualdade começa no berçário. O salário inicial docente (R$ 5.500 em 2024) equivale a 62,7% da remuneração média dos demais profissionais com escolaridade equivalente, tendo uma redução estimada em valores reais de 33,4%, segundo relatório de monitoramento do PNE do INEP/MEC, na contramão do resto do país. Mais de 460 escolas de fundamental não têm laboratório de ciências; mais de 30 escolas de anos iniciais não têm biblioteca. A meta do Plano Distrital de Educação era investir 6,12% do PIB; em 2024 foram 3,67% e a meta nunca foi cumprida. Em relação à inclusão, apenas 18% das escolas de ensino fundamental e 32% das escolas de ensino médio da rede contam com sala multiuso. Na prática, o compromisso é zero: é a Unidade da Federação com menor percentual de tempo integral no Ensino Médio e a terceira pior na oferta de Educação Profissional. Em processo coletivo de consulta com formulário público, consolidaram-se os consensos que estruturam esta seção: cumprir o PDE, universalizar o atendimento da demanda na educação infantil, valorizar os profissionais (Meta 17), realizar concursos e reduzir a proporção de professores temporários, fortalecer a gestão democrática, além de defender e valorizar a escola pública. A escola deve ser um espaço de desenvolvimento integral do ser humano, e ao mesmo tempo de uso da comunidade nas suas diversas necessidades: cultural, de lazer, de engajamento e de capacitação.
- Fila Zero na creche: plano de expansão com rede própria, conveniamento qualificado e recursos federais, priorizando as RAs com maior déficit (Gama, Santa Maria e outras), com cronograma e custo públicos; e universalizar a pré-escola (4 e 5 anos), hoje em 85%. 0
- Educação em tempo integral, com meta de expansão para toda a rede: o objetivo é avançar, ano a ano, rumo à escola de tempo integral em todo o ensino fundamental e médio, começando pelas regiões de maior vulnerabilidade. Mais tempo na escola significa mais aprendizagem, mas também esporte, arte, cultura, tecnologia e iniciação profissional no contraturno, organizados para que a escola faça sentido e o jovem queira ficar. 0
- Valorização docente: recomposição gradual da remuneração inicial rumo à equiparação com os demais cargos de nível superior do GDF (Meta 17 do PDE), com concursos periódicos que reduzam a proporção de contratos temporários na rede. 1
- Alfabetização na idade certa: programa distrital com foco no 2º ano, formação continuada e material estruturado construído com a rede, voltado à redução das desigualdades raciais e socioeconômicas. 0
- Educação inclusiva de verdade: equipes multiprofissionais, salas de recursos, atendimento educacional especializado, profissionais de apoio e acessibilidade. 0
- Infraestrutura digna: plano quadrienal de reforma e construção de escolas, com bibliotecas, laboratórios, quadras cobertas, climatização, acessibilidade e conectividade. 0
- Merenda de qualidade: no mínimo 45% de compras da agricultura familiar local (Lei 7.075/2022, de Leandro Grass) e cardápios com alimentos frescos. 0
- Gestão democrática: eleição de diretores, conselhos escolares ativos, autonomia pedagógica e PDAF transparente e voltado à equidade no financiamento, com recursos previsíveis chegando às escolas. 0
- Perspectivas de futuro: retomar a EJA integrada à qualificação profissional e fortalecer a UnDF (que Leandro ajudou a criar), com expansão de vagas e políticas de permanência. 0
- Conselhos de Educação Regionais: instalar em cada território um conselho com a comunidade escolar para acompanhar a rede local, definir prioridades e cobrar entregas. 0
- Foco no aprendizado: metas públicas de aprendizagem por escola e por RA, com alfabetização na idade certa e desempenho no IDEB, levando o que já funciona no DF para onde ainda não funciona. Vamos mapear as escolas públicas de melhor resultado, entender o método e apoiar as de menor desempenho com formação, tutoria e recurso, sem punir professor por indicador. 0
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Garantir à juventude do DF razões para ficar, com primeiro emprego, permanência na escola, espaço de cultura e esporte, e proteção da vida nas RAs de maior letalidade.
Diagnóstico
O DF forma jovens qualificados e os expulsa: sem primeiro emprego, sem aluguel acessível e sem perspectiva, a juventude das periferias enfrenta a letalidade 2,5 vezes maior que a média, e a de classe média migra. No Decide DF, os relatos de juventude pedem trabalho e renda, apoio a jovens mães e proteção contra a violência. O Pé-de-Meia federal mostrou o caminho: política direta, simples e que muda a vida. Juventude atravessa todos os temas: educação (evasão no ensino médio), segurança (principal vítima de homicídio), trabalho (desemprego juvenil é o dobro da média), cultura (produção sem espaço) e mobilidade (o passe estudantil que não cobre tudo). O ensino médio é a etapa da educação básica com maior evasão, e as causas são conhecidas: a necessidade de gerar renda para a família, a distância entre a escola e a vida real e a falta de perspectiva de futuro. Quando o jovem não vê sentido na escola nem retorno concreto, ele sai. Atacar as três causas ao mesmo tempo (alívio econômico, formação com sentido prático e propósito de contribuir com a comunidade) é o que sustenta as experiências que funcionam no Brasil e no mundo.
- Centros de Juventude nas RAs: espaços de convivência, cultura, tecnologia e apoio socioemocional integrados à rede de espaços culturais e Centros Olímpicos, com editais exclusivos para coletivos jovens de periferia. 0
- Proteção à vida jovem nas RAs de maior letalidade: busca ativa, mentoria, vaga de trabalho e acompanhamento, integrado à segurança pública. 0
- Qualificação em tecnologia: bootcamps públicos gratuitos de programação, dados e economia digital com bolsa-permanência e vaga garantida em parceria com empresas. 0
- Saúde mental jovem: atenção psicossocial nas escolas e UBS com foco em prevenção ao suicídio e acolhimento. 0
- Juventude rural e do Entorno: formação técnica agrícola, conectividade e crédito jovem. 0
- Protagonismo: Conselho de Juventude com orçamento participativo próprio para projetos de jovens nas cidades. 0
- Qualificação do atendimento socioeducativo: garantir condições dignas de atendimento aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, com atenção integral psicossocial, educação regular e profissionalizante dentro das unidades e preparação real para o mercado de trabalho, porque adolescente que cumpre medida continua sendo adolescente, e o que decide o futuro dele é o que o Estado oferece ali. 0
- Agentes do Futuro (carro-chefe): bolsa-formação que mantém o jovem na escola, forma no contraturno e devolve impacto à comunidade, detalhada no destaque desta seção, com governança intersecretarial (Educação, Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social). 0
- Primeiro emprego e trabalho digno: incentivo fiscal à contratação de jovens, aprendizagem ampliada no GDF e nas concessionárias, trilhas de estágio e proteção dos trabalhadores por aplicativo, com permanência estudantil. 0
- Complemento distrital ao Pé-de-Meia: poupança adicional para estudantes de baixa renda do ensino médio concluírem os estudos. 0
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Garantir espaço cultural público em todas as Regiões Administrativas e transformar a cultura em política de desenvolvimento.
Diagnóstico
A cultura foi o quarto tema mais votado do Decide DF e o de maior consenso: 100% dos relatos convergem para a mesma demanda — espaço cultural público em toda RA, perto de casa. Hoje os equipamentos se concentram no Plano Piloto, enquanto quem faz cultura nas cidades, o grupo de teatro, o coletivo de hip hop, a quadrilha junina, a congada, trabalha sem lugar, sem edital acessível e sem transporte para o público. O DF tem a cena cultural mais criativa do Centro-Oeste e um governo que a trata como evento, não como direito e economia. Este é o território de origem do candidato: Leandro Grass é gestor cultural, mestre em desenvolvimento sustentável, presidiu a Frente Parlamentar de Direitos Culturais na CLDF e dirigiu o IPHAN nacional (2023–2026), onde bateu recorde de titulações de patrimônio e investiu R$ 113 milhões em patrimônio material e imaterial. Cultura, aqui, não é uma promessa; é a nossa biografia.
- Rede de Espaços Culturais nas RAs: um equipamento cultural público em cada cidade (construído ou adaptado de próprios ociosos) com gestão compartilhada, bibliotecas e pontos de leitura integrados; e resgate do Cine Itapuã, no Gama, hoje abandonado. 0
- FAC descentralizado e desburocratizado: editais territoriais por RA, cotas para periferia, apoio à primeira inscrição e pagamento em dia. 0
- Circuito de cultura nas escolas: integração da rede de espaços com a educação integral, com arte-educadores, mestres da cultura popular e agenda formativa. 0
- Culturas populares e tradicionais: registro e salvaguarda distrital (quadrilhas, congadas, folias, matrizes africanas, povos indígenas e ciganos). 0
- Economia criativa como política: incubadoras culturais, formação em produção e gestão, e integração com o turismo (roteiros, festivais, gastronomia). 0
- Calendário cultural do DF: fortalecer os festivais existentes e criar o evento-âncora do 21 de abril, distribuindo palcos pelas RAs, com transporte articulado para que a periferia acesse a programação. 0
- Transparência e participação: Conselho de Cultura fortalecido, conferências regulares e orçamento da cultura com piso crescente. 0
- Concluir a restauração do Teatro Nacional Cláudio Santoro: o maior conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer dedicado às artes ficou mais de uma década fechado; a Sala Martins Pena reabriu, mas o complexo segue incompleto. O compromisso é finalizar as etapas restantes (Salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, Espaço Dercy Gonçalves e anexo), com cronograma e custo públicos, devolvendo à cidade, por inteiro, o seu principal templo da cultura. 0
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Universalizar o acesso ao esporte com Centros Olímpicos em todas as regiões, quadras recuperadas com programação e esporte integrado à escola em tempo integral.
Diagnóstico
No Decide DF, o esporte aparece com demandas diretas: infraestrutura (quadras cobertas), manutenção do que existe e esporte para crianças e jovens. Os Centros Olímpicos e Paralímpicos são uma das políticas mais bem avaliadas do DF, mas não chegam a todas as regiões, sofrem com manutenção irregular e filas. Quadras públicas degradadas, campos de várzea abandonados e ausência de programação transformam equipamentos em territórios ociosos que a violência ocupa. O esporte é a política de juventude mais barata e eficaz que existe: protege, educa, gera pertencimento e revela talentos. Numa cidade onde o jovem periférico morre 2,5 vezes mais que a média, cada quadra iluminada e com professor é uma política de segurança.
- Circuito distrital de corrida, ciclismo e caminhada: estrutura permanente nos parques e vias, com academias ao ar livre e praças ativas orientadas para todas as idades. 0
- Esporte comunitário e de várzea: editais simplificados para ligas, times e eventos das cidades. 0
- Ginásios poliesportivos regionais: construir e requalificar ginásios multiuso, modernos e 100% acessíveis para competições regionais e escolares, distribuídos pelas Regiões Administrativas segundo a carência de equipamentos, começando pelas cidades que hoje não têm onde praticar esporte coberto. 0
- Esporte educacional em todas as escolas: universalizar o esporte no contraturno, integrar cada escola a um Centro Olímpico, ampliar os Jogos Escolares do DF e fortalecer a educação física escolar, com equipamento esportivo nas unidades, o esporte como parte da escola em tempo integral. 0
- Núcleos esportivos comunitários em todas as Regiões Administrativas: programas permanentes com professores e agentes comunitários, atividades em praças e parques e parcerias com organizações da sociedade civil, priorizando crianças, juventude e pessoas idosas. 0
- Paradesporto e esporte inclusivo: ampliar o esporte para pessoas com deficiência e pessoas idosas, com centros de treinamento adaptados, acessibilidade universal nos equipamentos e apoio permanente ao atleta paralímpico. 0
- Conselho e Conferência de Esporte e Lazer: implantar o Conselho de Esporte e Lazer do DF, com revisão da composição do CONFAE, e promover a Conferência Distrital com audiências regionais itinerantes nas RAs. 0
- Esporte e saúde juntos: implantar as Academias da Saúde no DF em articulação com a Secretaria de Saúde e realizar concurso para incorporar o profissional de educação física às equipes multiprofissionais da atenção primária. 0
- Diretrizes de equidade no esporte: priorizar territórios de maior vulnerabilidade social e grupos sub-representados, com ações permanentes de prevenção e enfrentamento à discriminação, à violência e ao assédio nos espaços esportivos. 0
- Expandir a rede de Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs): para as RAs ainda não atendidas e concluir as reformas em curso (São Sebastião, Ceilândia, Samambaia), articulados à escola em tempo integral. 0
- Centro de Excelência Esportiva e Paralímpica do DF: polo de alto rendimento integrado à rede de COPs e às escolas, para formar e reter atletas. 0
- Recuperar quadras e campos com programação: reforma, iluminação e cobertura progressiva com professores e agentes de esporte, e manter quadras e COPs abertos e iluminados à noite (Esporte até a meia-noite), tirando a juventude do risco. 0
- Bolsa-Atleta distrital fortalecida e ampliada: apoio financeiro a atletas de base, de rendimento e paratletas, com critérios transparentes e continuidade. 0
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Devolver o tempo do trabalhador
2 áreas · 16 propostas
Costurar numa rede só o que hoje é pedaço solto, resolvendo o imediato (ônibus à noite, integração, segurança no trajeto) enquanto se executa a rede.
Diagnóstico
Depois de saúde e segurança, o transporte é o símbolo mais forte do descaso: 65% dos eleitores avaliam o transporte público como ruim ou péssimo. A doença central, segundo o diagnóstico oficial do GDF (Produto 2 do PDTU/PMUS, FEPESE/UFSC, 2024), é a falta de integração: entre modais, entre tarifas e entre o DF e o Entorno. Brasília foi desenhada para o carro e para o Plano Piloto; quem mora nas cidades e no Entorno paga a conta. Os números oficiais expõem o tamanho do problema: — Metrô minúsculo e concentrado: só 15 estações, atendendo 6 das 35 RAs, com 32 trens. Planaltina, Sobradinho, Paranoá, Itapoã, São Sebastião e boa parte do Gama não têm trilho nenhum. — Frota de baixa capacidade: 2.995 ônibus, mas só cerca de 5% articulados ou padron, para uma metrópole de quase 3 milhões. — Tarifa do Entorno, uma bomba de desigualdade: dentro do DF a passagem vai de R$ 2,70 a R$ 5,50; de Cidade Ocidental chega a R$ 17,05 — mais de R$ 680/mês só para ir e voltar do trabalho. — Integração capada: o bilhete integrado limita acessos, não deixa voltar à origem e cobra até R$ 5,50, o oposto de uma rede única. — Cidade ativa desconectada: 2ª maior malha cicloviária do país (689 km), mas sem amarrar as cidades ao centro e aos terminais; caminhabilidade ruim e atropelamentos fatais nas rodovias.
- Passe Livre DF: tarifa zero implantada de forma progressiva e gradual, sustentável e ancorada em fonte estável de custeio. Tarifa zero sozinha não resolve, porque de nada adianta o ônibus ser de graça se ele não passa na sua rua ou demora uma hora. Por isso a gratuidade caminha junto com a ampliação da rede: mais linhas, mais frequência e novos itinerários para as regiões hoje mal servidas, principalmente nas periferias e nas áreas rurais. Referência viva: Luziânia, ao lado, saltou de 4 mil para 17 mil passageiros por dia. 0
- DF nos Trilhos: concluir e ampliar o metrô (extensão de Samambaia, já contratada, avanço para Ceilândia e, condicionada à captação de recursos federais, a primeira estação da Asa Norte, ligando a Estação Central ao HRAN, cujos estudos já estão concluídos), destravar o VLT da W3 e do Eixo Aeroporto respeitando o tombamento e levar o VLT às cidades. Entra também a compra de novos trens para o metrô, hoje o gargalo que faz o passageiro esperar na plataforma e viajar espremido. Com mais composições, o intervalo entre trens cai e a viagem encurta, sem depender de obra nova. 0
- Corredor Rápido: implantar os eixos Norte, Oeste e Sudoeste e as ligações interestaduais (BRT Luziânia e Águas Lindas), com terminal na divisa de Santa Maria e Valparaíso, com faixa exclusiva, semáforo inteligente, embarque em nível e bilhetagem por biometria, com renovação e expansão progressiva da frota eletrificada de ônibus. E, enquanto as obras não chegam, o trânsito inteligente encurta o tempo de percurso já no curto prazo. A tecnologia entra a serviço de quem se desloca todo dia: semáforos que se ajustam ao fluxo real em vez de operar em tempo fixo, monitoramento em tempo real das principais vias, faixas reversíveis no pico, agentes e guinchos de resposta rápida para desobstruir a via em minutos. A Saída Sul, a EPTG e a Saída Norte entram primeiro, porque é onde o congestionamento come mais tempo do trabalhador. 0
- Vizinhança que Conecta: o transporte de bairro que resolve o "último quilômetro": linhas curtas e frequentes ligando cada quadra à rede-tronco. 0
- Cidade Caminhável: conectar a malha cicloviária existente aos terminais e às RAs, com bicicletário seguro e bike compartilhada, e um programa distrital de calçadas acessíveis com padrão único e arborização. 0
- Caminho Seguro: passagens e passarelas sem medo, com foco nas mulheres: desenho seguro (iluminação LED, fim de pontos cegos, acessibilidade plena, relatório de impacto de gênero) e ocupação dos espaços (comércio, cultura e serviços) para que não fiquem vazios. 0
- Chega Logo do Entorno: a rede metropolitana sobre trilhos: trem Águas Lindas–Ceilândia (~22 km) e Luziânia–Brasília (~62 km), com bilhete único DF+Entorno, tarifa social e governança metropolitana pactuada com a União e o Estado de Goiás — a instância metropolitana não pode ser criada unilateralmente pelo GDF, por isso será proposta por meio da RIDE-DF, instituída pela Lei Complementar federal nº 94/1998, que reúne o DF e 33 municípios de Goiás e Minas Gerais num território de 4,75 milhões de habitantes, e da Região Metropolitana do Entorno, criada por Goiás em 2023 — para unificar o sistema de transporte das cidades do Entorno com o do DF, com redução das tarifas, bilhete único e integração dos ônibus, hoje fragmentados entre dezenas de linhas e operadores. 0
- Paz no Trânsito: em 2025 morreram 271 pessoas no trânsito do DF, e 104 delas pilotavam moto. É a primeira vez em dezesseis anos que o DF passa das cem mortes de motociclistas, com alta de 40,5% em um ano. Os motociclistas são hoje 38% de todos os mortos, numa frota que cresceu 320% em cinco anos e chegou perto de 300 mil motos. Os sinistros fatais com álcool subiram 46,2%. Entre as mulheres, as mortes cresceram 54%, e a maioria delas morreu atropelada. O plano assume a meta de reduzir as mortes no trânsito à metade em quatro anos, com cinco frentes. Primeira, engenharia onde o sangue está: tratamento dos vinte pontos mais letais da malha, apontados pelo próprio Infovidas do Detran, com redesenho de cruzamento, faixa exclusiva, redução de velocidade e travessia elevada. Segunda, proteção de quem trabalha sobre duas rodas: os entregadores morrem porque o mercado empurra a pressa, então o DF criará pontos de apoio ao motofretista, formação gratuita permanente, linha de crédito para equipamento de segurança e diálogo formal com os aplicativos sobre metas de tempo. Terceira, fiscalização de álcool ao volante em escala, com blitz educativa e sanção efetiva. Quarta, o pedestre no centro d 0
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Reduzir a dependência ao Plano Piloto aproximando emprego e moradia, com a implantação do Sistema de Centralidades do PDOT.
Diagnóstico
O DF nasceu de uma escolha urbanística que separou funções e concentrou tudo no Plano Piloto, e essa herança cobra um preço diário. A ocupação do território se consolidou dispersa, espraiada e fragmentada, com núcleos urbanos separados por vazios e dependentes do centro para emprego, serviço e renda. O resultado, segundo o diagnóstico da revisão do PDOT, é a perpetuação da desigualdade socioespacial: o Plano Piloto atrai 21,7% das viagens e se relaciona com 37,6% de todos os deslocamentos do DF, enquanto a periferia atravessa a cidade todo dia para trabalhar. São 6,2 milhões de viagens diárias, com forte predomínio do automóvel (50,3%) e participação baixa do transporte coletivo e do metrô (2,2%). O trabalho motiva 43% dos deslocamentos, quase todos rumo ao centro. Enquanto o emprego não chega perto de casa, a cidade continua a se espalhar, pressiona o Plano Piloto, encarece a infraestrutura e empurra a moradia popular para franjas sem serviço. Reverter isso é o eixo do PDOT: consolidar um Sistema de Centralidades que leve trabalho, serviço e governo para onde as pessoas moram.
- Implantar o Sistema de Centralidades do PDOT: como prioridade das políticas de emprego e moradia — dinamizar os eixos econômicos fora do Plano Piloto (Ceilândia, Taguatinga, Gama e outros) e desenvolver subcentralidades ancoradas no transporte de massa (Samambaia, Águas Claras, Paranoá, Sobradinho). 0
- Requalificar áreas consolidadas e conjuntos históricos: qualificando espaços públicos e atraindo atividade econômica para perto de onde as pessoas moram. 0
- Vocações econômicas de cada RA: identificar e fomentar (agropecuária, economia criativa, indústrias limpas, logística, turismo e economia da conservação do Cerrado). 0
- Mobilidade orientada ao território: priorizar a rede estrutural de transporte coletivo (BRT, VLT, metrô, corredores) como articuladora dos núcleos urbanos. 0
- Resiliência territorial: Planos Diretores Locais por RA e programa de Refúgios Climáticos começando por São Sebastião. 0
- Compacidade contra o espraiamento: priorizar a ocupação de áreas já urbanizadas e conter a expansão dispersa, protegendo o Conjunto Urbanístico tombado com base técnica e participação social. TEMPO DE MORAR Uma cidade inteira — não duas Brasílias no mesmo chão Morar com dignidade é ter teto, rua com asfalto, água, esgoto tratado, energia elétrica, iluminação pública e a segurança de não ser despejado. É tempo de atacar o déficit de 100 mil moradias pelo seu maior nó (o custo do aluguel) e de dar prazo e transparência a uma regularização que se arrasta há décadas. É tempo de levar à periferia o saneamento, o asfalto e a árvore que o Plano Piloto sempre teve. Áreas que se reúnem aqui: Moradia, Regularização e Desenvolvimento Urbano · Saneamento, Água e Meio Ambiente · Sistema de Centralidades (dimensão de território e moradia) 0
- Serviço público onde o povo mora: levar às RAs que não têm os equipamentos que hoje obrigam o morador a atravessar o DF — unidades do Na Hora, cartório, conselho tutelar e postos de serviço do sistema S, começando por Santa Maria e pelas cidades com pior relação entre população e oferta de serviços. Centralidade é o Estado presente perto de casa, além do emprego. 0
- Praças e espaços de convivência em toda cidade: recuperar e criar praças, parques de bolso, quadras e áreas de lazer nas Regiões Administrativas, com bancos, sombra, iluminação e acessibilidade — lugares seguros para a criança brincar, o idoso caminhar e o vizinho encontrar o vizinho. Espaço público bem cuidado é convivência, é saúde e é segurança, porque rua viva é rua mais segura. 0
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Morar
Uma cidade inteira — não duas Brasílias no mesmo chão
2 áreas · 24 propostas
Atacar o déficit pelo seu maior componente, o custo do aluguel.
Diagnóstico
O déficit habitacional do DF é de 100.701 domicílios (cerca de 10% do total — pior que a média nacional de 7,4%), e 65,2% dele é ônus excessivo com aluguel: famílias que comprometem mais de 30% da renda para morar. A Codhab atendeu apenas 12,3% dos inscritos; a locação social prevista no Plandhis é praticamente desconhecida de quem dela precisaria. As "duas Brasílias" aparecem no chão: nas RAs de baixa renda, 16% das ruas não têm pavimento (contra 2% nas ricas), 38% não têm drenagem (contra 7%), 20% convivem com esgoto a céu aberto (contra 2%). O PDOT (LC 1.605/2026) atualizou o marco, mas o diagnóstico oficial admite: expansão urbana desordenada continua, segregação socioespacial aumenta, déficit não foi superado e imóveis centrais seguem subutilizados. As centralidades fora do Plano são frágeis — Planaltina, Sobradinho, Paranoá, Samambaia e Águas Claras são indicadas para novas subcentralidades que aproximem emprego e serviço da moradia. A regularização fundiária (urbana e rural) se arrasta há décadas, alimentando grilagem e insegurança de milhares de famílias que já construíram suas vidas. O diagnóstico técnico da revisão do PDOT (LC 1.605/2026) confirma e aprofunda o quadro: o déficit habitacional de 100.701 domicílios tem no ônus excessivo com aluguel seu maior componente (66.917 domicílios que comprometem mais de 30% da renda e ganham até 3 salários mínimos), e a demanda habitacional demográfica chega a 105.317 domicílios. O déficit se concentra nas RAs de menor renda do Vetor Oeste — Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Santa Maria, São Sebastião, Riacho Fundo, Brazlândia, e afeta sobretudo domicílios chefiados por mulheres negras. Na regularização, foram mapeados 686 pontos de informalidade (448 de caráter urbano), com a fiscalização incapaz de conter a expansão da ocupação irregular em áreas rurais e ambientalmente frágeis. Os instrumentos previstos em lei simplesmente não foram usados: das 16 áreas de provisão habitacional do PDOT/2009, 12 não saíram do papel; das 32 ZEIS previstas, 20 nunca foram implantadas. E há um erro de concepção a corrigir: transferir o imóvel público ao beneficiário esgota o estoque de terras do DF e não impede a gentrificação de quem foi atendido, o próprio diagnóstico do PDOT defende manter o imóvel como bem de uso público, garantindo a continuidade da política sem consumir o patrimônio.
- Meta física de moradia, não só instrumento jurídico: lançar 10 mil unidades habitacionais por ano, com 20 a 30 mil moradias entregues ao longo do governo, em cronograma público acompanhável — promessa de habitação só vale se for contável. 0
- Lotes urbanizados com infraestrutura: alternativa rápida para quem constrói a própria casa, o GDF entra com o lote regularizado, água, esgoto, energia, drenagem, pavimento e assistência técnica (ATHIS), para que a autoconstrução não vire ocupação irregular nem moradia de risco. 0
- Locação Social: parque público e subsídio de aluguel para famílias de baixa renda, idosos e população em situação de rua, atacando o custo do aluguel — maior componente do déficit. O subsídio terá regras públicas: pagamento direto ao locador, valor por faixa de renda definido pelo cadastro único, prazo determinado e porta de saída para os programas habitacionais definitivos, com dados abertos e auditoria. 0
- Retomar a produção habitacional em escala: com o Minha Casa Minha Vida e a Codhab, priorizando áreas centrais e eixos de transporte — moradia com infraestrutura, não periferia distante. 0
- Regularização fundiária com prazo e portal público: cada núcleo com cronograma, responsável e etapa visível ao morador; plano de metas anual com prioridade real às ARIS, banco de dados georreferenciado único (Terracap, Seduh, Codhab) e TAC com o MPDFT autorizando levantamento por satélite. 0
- Instrumentos do PDOT e do Estatuto da Cidade contra a especulação: ocupação de vazios urbanos, IPTU progressivo em imóveis subutilizados, outorga onerosa com arrecadação vinculada a fundo de habitação, ZEIS de vazio urbano e destinação de terras públicas à HIS. 0
- Urbanização integral de assentamentos: Sol Nascente/Pôr do Sol, Estrutural e Vila São José — pavimento, drenagem, esgoto, iluminação e equipamento público. 0
- Melhorias habitacionais e ATHIS: assistência técnica gratuita para reforma de moradias precárias, integrada à regularização, com equipe e recurso próprios. 0
- Fiscalização contra a grilagem: varreduras semestrais por satélite (Sistema Distrital de Informações Ambientais) e responsabilização de loteadores criminosos. 0
- Habitação metropolitana: cooperação com o Entorno, Goiás e a União, a moradia é questão de uma metrópole só, incluindo quem trabalha no DF e mora na RIDE. 0
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Universalizar o saneamento nas áreas vulneráveis, garantir a segurança hídrica do DF e transformar a zeladoria urbana, com melhoria da iluminação pública, limpeza, praça, arborização e instalação de coletores solares em prédios públicos.
Diagnóstico
O DF tem indicadores históricos altos de água e esgoto, mas convive com desigualdades brutais: áreas inteiras (Vicente Pires, Sol Nascente, ocupações) seguem sem rede de esgoto, com fossas contaminando o lençol e córregos virando esgoto a céu aberto. A carta da ABES-DF aos candidatos aponta os desafios: segurança hídrica, redução de perdas de água, universalização nas áreas vulneráveis, coleta seletiva e reciclagem, drenagem contra alagamentos e adaptação às mudanças climáticas — além de deficiências graves de governança, transparência e participação social nas decisões do setor. A crise hídrica de 2017 é o aviso permanente: o Lago Descoberto responde por cerca de 60% do abastecimento e sua bacia está sob pressão de ocupação. As queimadas no Cerrado se repetem todo ano e o governo se diz sempre "pego de surpresa". No Decide DF, os moradores pedem o básico bem feito: coleta que passa, praça cuidada, córrego limpo, cidade arborizada e iluminação pública de qualidade, com manutenção adequada. O diagnóstico do setorial de Meio Ambiente aponta cinco problemas estruturais: crise hídrica e de gestão de recursos hídricos (conflitos pelo uso da água no Pipiripau, Brazlândia e Bacia do Rio Preto; falta de monitoramento das águas subterrâneas); urbanização desordenada e riscos geotécnicos (ocupações em área de risco, grilagem, alagamentos); saneamento e qualidade ambiental (resíduos, incêndios, qualidade do ar); fragilidade da governança ambiental (ZEE não regulamentado, licenciamento desatualizado, conselhos incipientes); e desigualdade e racismo ambiental, onde falta árvore e área verde, o calor castiga mais, e são as periferias como Sol Nascente, Ceilândia e Fercal as mais atingidas.
- Universalizar o esgotamento sanitário nas áreas críticas: Vicente Pires, Sol Nascente e ocupações, com cronograma público por região, e levar tratamento ao meio rural com fossas sépticas biodigestoras. 0
- Segurança hídrica para os próximos 30 anos: proteção e recuperação das bacias do Descoberto, Paranoá e São Bartolomeu, redução de perdas, regularização e fiscalização de outorgas (inclusive subterrâneas) e ampliação do Programa Cisternas para comunidades rurais. 0
- Drenagem e adaptação climática: plano contra alagamentos com soluções baseadas na natureza (parques lineares, jardins de chuva), Fundo Distrital de Resiliência e Resposta a Desastres e adaptação térmica das escolas. 0
- Revolução na coleta seletiva: metas por RA, contratos ampliados e valorizados com cooperativas de catadores, educação ambiental e logística reversa. 0
- Zeladoria como política permanente e orçamento participativo de zeladoria: limpeza urbana e coleta regular, manutenção de praças, capina, poda e iluminação pública preventiva em toda RA, com a própria comunidade definindo prioridades do bairro e acompanhando por painel público as solicitações da Ouvidoria. Cidade limpa e bem cuidada, o ano inteiro — não só na véspera de eleição. 0
- Arborização massiva como direito: meta de plantio por RA com espécies do Cerrado, priorizando as ilhas de calor (Ceilândia, Samambaia, Planaltina) e criando parques nas periferias. 0
- Resgatar o Cerrado: restauração de áreas degradadas e nascentes, corredores ecológicos, combate ao desmatamento e prevenção de queimadas com brigadas permanentes — prevenir custa menos que combater. 0
- Solarização do setor público (Programa DF Solar): instalar energia solar em escolas, hospitais, UPAs, UBS e prédios públicos, começando pelas unidades de maior consumo. O setor público do DF gasta cerca de R$ 128 milhões por ano com energia; a solarização pode reduzir essa conta em até 75%, com o investimento totalmente amortizado em pouco mais de cinco anos pelos recursos da própria redução do consumo. Considerando que a vida útil dos painéis solares é de 25 anos, o GDF economizará, nesse período, aproximadamente R$ 2 bilhões, que poderão ser destinados a saúde, educação e transporte, além de gerar cerca de 3.000 empregos. 0
- CIP justa: iluminação pública como direito e justiça social: reformular o modelo de cobrança da Contribuição de Iluminação Pública para que quem tem menos pague menos, considerando consumo, renda e a qualidade da iluminação entre os territórios; e criar o Painel Público da Iluminação, para permitir o controle social da iluminação pública no DF e para que a população monitore a qualidade do serviço. 0
- Transição energética justa com gás natural e biometano: instituir a política distrital de transição energética, regulamentando a lei do Gás Natural Veicular (GNV), cobrando da concessionária o cumprimento do contrato de distribuição de gás canalizado e retomando a rede de postos de GNV, hoje inexistente no DF. Energia mais limpa e mais barata, geração de emprego e menos dependência de combustível caro. 0
- Regulamentar o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE): integrar o Mapa de Vegetação e o mapeamento de risco ao PDOT e ao licenciamento ambiental. 0
- Governança ambiental democrática: democratizar o CONAM e o Conselho de Recursos Hídricos, fortalecer as COMDEMAS e o controle social sobre Caesb, SLU e Adasa. 0
- Iluminação pública de qualidade em toda cidade: acelerar a modernização para LED em todas as Regiões Administrativas, com prioridade às periferias, becos, paradas de ônibus, praças e trajetos de maior risco. Iluminar é também segurança e direito à cidade à noite. Instalação de iluminação inteligente (smart city) para detecção automática de falhas e redução do tempo de reparo, determinação de meta de cobertura por RA e canal público simples para o morador pedir o reparo do ponto apagado. 0
- Fiscalizar a qualidade do serviço público de energia elétrica, prestado pela Neoenergia: usar o poder do GDF, junto à agência reguladora, para cobrar da concessionária o fim dos apagões recorrentes, a redução do tempo sem luz, e a revisão dos reajustes que pesam na conta. Energia cara e instável castiga mais a periferia; o governo será a voz do consumidor na defesa de um serviço confiável e de tarifa justa; e dotar a ADASA de recursos humanos e financeiros para que atue também como agência de fiscalização da energia elétrica no DF. 0
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Trabalhar
Emprego e renda perto de casa, com salário que dá conta da vida
4 áreas · 42 propostas
Gerar emprego de qualidade nas RAs com apoio massivo ao pequeno negócio e diversificar a economia para além do governo.
Diagnóstico
A economia do DF vive um dualismo estrutural: ilhas de alta produtividade no centro e precarização nas periferias. Em 2023, o PIB do DF foi de R$ 365,7 bilhões, a oitava maior economia do país e 3,3% do PIB nacional, com os serviços respondendo por 95,4% da estrutura produtiva (R$ 310,1 bilhões) e a indústria por só 3,9%. A administração pública representa cerca de 45% do PIB distrital, e só a administração federal responde por 28% dos empregos formais: uma concentração muito maior que a de outras capitais federais como Washington, Ottawa e Camberra, e a raiz da fragilidade da economia local a cada ajuste fiscal. O DF tem a maior renda per capita do país: R$ 129.790,44 em 2023, 2,4 vezes a média brasileira de R$ 53.886,67, puxada pelo funcionalismo que infla os preços para todos. Ao mesmo tempo, tem o pior índice de desigualdade (Gini 0,570) e 431 mil pessoas na pobreza. A média esconde duas cidades: o rendimento domiciliar per capita é de R$ 15.780,19 no Lago Sul e de R$ 815,85 no SCIA/Estrutural, R$ 845,62 no Sol Nascente/Pôr do Sol, R$ 959,90 na Fercal e R$ 1.059,70 no Paranoá. Um morador do Lago Sul tem, em média, dezenove vezes a renda de um morador da Estrutural, dentro da mesma cidade. É a uma das capitais com o custo de vida mais alto do Brasil: custo de vida médio de R$ 6.360/mês, cesta básica a R$ 726 (44% do salário mínimo nacional só em comida). O desemprego é o outro lado dessa conta. Pela Pesquisa de Emprego e Desemprego do IPEDF/DIEESE, que capta também o desemprego oculto pelo trabalho precário e pelo desalento, a taxa foi de 15,3% em 2024, ou 264 mil pessoas, ante 16,2% em 2023; pela PNAD Contínua do IBGE, que usa conceito mais restrito, ficou em torno de 6% a 7,5% no mesmo período. As duas medidas contam a mesma história por ângulos diferentes: há muito mais gente sem trabalho adequado do que a estatística oficial mostra, e a taxa entre os jovens de 15 a 29 anos chega a ser cerca de três vezes a dos adultos, concentrada nas RAs de menor renda. Quem trabalha sem piso de categoria (domésticas, comerciários, serviços gerais, motoboys) recebe o mínimo nacional de R$ 1.621 numa cidade que custa como capital. A Constituição (art. 7º, V) e a LC 103/2000 autorizam o DF a fixar piso regional, como já fazem São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com a segunda menor informalidade do país (27,3%), o piso distrital tem alcance real e imediato: entre 150 e 250 mil trabalhadores beneficiados. O empreendedor também é maltratado: a cobrança de TFE de MEIs contraria a LC 123/2006; faltam crédito, desburocratização e apoio real ao pequeno negócio, que é quem mais emprega nas RAs. Uma palavra direta a quem produz e gera emprego. Ao empresário, ao comerciante, ao dono de pequeno negócio e ao MEI: este governo enxerga vocês como parceiros do desenvolvimento, não como caixa a ser espremido. Vamos desburocratizar a abertura e a manutenção do negócio, acabar com a cobrança indevida de taxas ao MEI, estruturar o Fomenta-DF, programa de microcrédito produtivo orientado com juros acessíveis, aproveitando o BRB e os instrumentos já existentes, usar o poder de compra do governo para girar a economia local e formar quem precisa de mão de obra qualificada. Quem gera emprego no DF terá no governo um sócio da prosperidade, porque não há custo de vida mais baixo sem economia forte, e não há economia forte sem quem empreende.
- Desburocratizar o pequeno negócio: isenção efetiva de taxas para MEI .. 1
- Compras públicas como motor: prioridade a MEIs, cooperativas e pequenas empresas locais nas compras do GDF, com credenciamento simplificado. 1
- Distritos de emprego nas RAs: implantar as subcentralidades do PDOT com incentivos a empresas que gerem emprego onde as pessoas moram (Ceilândia, Samambaia e outras). 1
- Qualificação conectada a vaga: rede distrital integrada às escolas técnicas, ao Sistema S e à UnDF, com foco em tecnologia, cuidado e construção; e primeiro emprego para a juventude, com aprendizagem ampliada. 1
- Economia verde e circular: apoiar os pequenos negócios verdes (que crescem 20% em cinco anos), cooperativas de reciclagem e cadeias sustentáveis do Cerrado. 1
- Inclusão produtiva 50+ e jornada digna: programa de recolocação e combate ao etarismo, e apoio institucional à redução da jornada 6×1 no que depender do GDF. 1
- Ecossistema de inovação govtech: articular startups, universidades e governo para além do Biotic — Brasília como capital da inovação pública. 1
- Programa DF Mais Barato — atacar o custo de vida: articular numa política única as ações que baixam a conta no fim do mês da família trabalhadora, com tarifa zero no transporte, ampliação dos Restaurantes Comunitários (refeição a R$ 1) e das cozinhas solidárias, feiras da agricultura familiar sem atravessador nas RAs, banco de alimentos e uma rede de farmácias populares com medicamentos essenciais a baixo custo. 1
- Feiras e abastecimento popular nas periferias: levar a Ceasa às cidades com feiras permanentes e sacolões públicos, encurtando a distância entre quem produz e quem come e derrubando o preço do alimento nas RAs de menor renda. 1
- Fomenta-DF e crédito popular: estruturar o Fomenta-DF, programa de fomento do governo, (detalhada no destaque PODE-DF) e escalar o microcrédito produtivo orientado com juro baixo, priorizando mulheres, jovens e negócios de periferia. 1
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Dobrar a participação do turismo no PIB distrital até 2030, transformando volume em valor.
Diagnóstico
O turismo responde por cerca de 2,5% do PIB do DF (um terço da média nacional (7,7%)) apesar de ativos de classe mundial: Patrimônio da Humanidade, Cidade Criativa do Design, o melhor aeroporto do país (4º do mundo) com 8 destinos internacionais diretos, 40 mil leitos e grandes centros de convenções. A contradição de 2023–2025: as chegadas internacionais dobraram (+105%), mas o emprego formal do setor caiu 40% e a ocupação hoteleira perdeu vantagem. O fluxo é dominado pelo turismo político-corporativo — volume sem valor. O orçamento do setor começa em R$ 30–60 milhões na LOA e depende de emendas (cerca de 50%) — gestão reativa, sem estratégia. Falta marca-destino: a imagem de "cidade só de política" afasta o turista de lazer. O artesanato (478 artesãos no PAB) e os pequenos negócios ainda não estão integrados à jornada do visitante.
- 21 de Abril — Abertura da Temporada Turística Nacional: evento-âncora cultural, musical e gastronômico no aniversário de Brasília. 0
- Grande Brasília, metrópole turística: integrar o destino a Pirenópolis, Chapada dos Veadeiros, Formosa, Vale do Amanhecer, Salto do Itiquira, Corumbá e territórios quilombolas. 0
- Reposicionar a marca da 'outra Brasília': patrimônio, design, gastronomia, natureza e cultura, com portal do destino; e patrimônio como turismo cívico, transformando a capital Patrimônio da Humanidade em roteiro vivo de cidadania e memória. 0
- Brasília, cidade de cultura e de negócios: polo de eventos, congressos e economia criativa, ativando Cine Brasília, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, museus e teatros como âncoras, e fortalecendo a Film Commission e o Polo de Cinema de Sobradinho (de 3 para 18 ha). 0
- Turismo que distribui renda: integrar artesanato, feiras, gastronomia das RAs e turismo rural aos roteiros, com marketplace do artesão e roteiros afroturísticos. 0
- Qualificação da cadeia: receptivo, guias, condutores e hospitalidade com formação continuada e apoio à comercialização. 0
- Turismo cívico-educativo permanente: todo estudante do DF e caravanas do Brasil conhecendo a capital, em parceria com o programa federal. 0
- Mais voos internacionais: articular com a concessionária do aeroporto e as companhias aéreas o incentivo à ampliação dos voos internacionais diretos para Brasília, conectando o destino aos roteiros da Grande Brasília e do Cerrado. 0
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Integrar terra, produção, abastecimento e alimentação em um sistema distrital.
Diagnóstico
Do acesso à terra ao prato: as dimensões rurais do DF formam um sistema único. A agricultura familiar produz alimento de verdade, mas enfrenta insegurança fundiária histórica (concessões sem título, conflitos, demanda reprimida por assentamento), assistência técnica insuficiente e dificuldade de acesso a mercados. A CEASA-DF, nó central do abastecimento, opera aquém das suas funções sociais, o Banco de Alimentos (Lei 7.510/2024) e o combate ao desperdício precisam sair do papel. A base ecológica de tudo é o Cerrado: sem recarga hídrica não há produção nem abastecimento. Os marcos federais criam a janela: PNAAB, Plano Alimento no Prato 2025–2028, PAA reativado e o PNAE com mínimo de 45% de compras da agricultura familiar, que o DF precisa cumprir e superar (a Lei 7.075/2022, de Leandro Grass, garante prioridade a orgânicos da agricultura familiar na merenda).
- Ampliar as compras públicas da agricultura familiar (PNAE, PAA, PAPA-DF): com prioridade a mulheres, jovens, assentados e comunidades tradicionais, e expansão da produção orgânica e agroecológica. 0
- CEASA com função social plena: Banco de Alimentos operante, programa Desperdício Zero, Mercado Livre do Produtor fortalecido e logística para os pequenos. 0
- ATER de qualidade — fortalecer a Emater-DF: concurso, mais pessoal e estrutura, metas por RA rural e foco em agroecologia, produção orgânica e adaptação climática, especialmente nos territórios vulneráveis. 0
- Cinturão verde do DF: incentivo à produção local de hortifrúti, feiras do produtor em todas as RAs e circuitos curtos de comercialização. 0
- Sistema distrital de segurança alimentar: CONSEA-DF fortalecido, mapa da insegurança alimentar por RA e equipamentos (restaurantes comunitários, bancos de alimentos), incorporando as deliberações das conferências rurais. 0
- Proteção do Cerrado produtivo: pagamento por serviços ambientais a produtores que conservam água e vegetação nativa, e combate ao desmatamento ilegal. 0
- Agroindústria familiar: apoio a beneficiamento, selo de inspeção acessível e agregação de valor local. 0
- Água para produzir: outorgas transparentes, reservação e manejo eficiente nas bacias produtoras. 0
- Juventude rural e sucessão: crédito, formação técnica e conectividade no campo. 0
- Regularização fundiária rural: com segurança jurídica e critério ambiental — destravar concessões e titulações, mediar conflitos e atender à demanda por assentamento. 0
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Transformar o GDF no governo digital mais eficiente do país e fazer de Brasília a capital brasileira da tecnologia, com o governo comprando inovação e gerando emprego qualificado, inclusive na periferia.
Diagnóstico
O DF tem a maior escolaridade média do país (11,6 anos), a maior concentração de mestres e doutores por habitante (77 por 100 mil), universidades e institutos de ponta — UnB, UCB, IFB, Embrapa e FAP-DF — e o setor público mais digitalizado, e mesmo assim não converteu esse capital em desenvolvimento. Brasília reúne, num mesmo território, os três vértices da chamada hélice tríplice: governo que formula política pública, academia que produz pesquisa e setor privado que desenvolve solução. É combinação rara entre as capitais brasileiras e que hoje opera desarticulada. O diagnóstico técnico aponta cinco gargalos no próprio GDF: governança digital fragmentada, dados dispersos e sem interoperabilidade, dívida técnica acumulada em sistemas críticos, orçamento de TI descontínuo e ausência de marcos para inteligência artificial e cibersegurança. Enquanto isso, o ecossistema de inovação segue restrito a iniciativas isoladas (Biotic), sem política que conecte universidade, startups, governo e os jovens das periferias que já produzem tecnologia sem apoio. E o DF reúne, como cidade planejada, condições que poucas capitais têm para a agenda de cidade inteligente: sistema viário amplo, redes estruturadas de energia e comunicação e espaços públicos organizados, que facilitam sensoriamento urbano, mobilidade inteligente e monitoramento ambiental. O obstáculo não é falta de tecnologia, é a ausência de estratégia integrada: os sistemas de trânsito, saúde, segurança, educação, meio ambiente, energia e transporte operam isolados, sem interoperabilidade que permita decidir com base em evidência.
- Tecnologia contra o desperdício e a fome: plataforma que georreferencia sobras comercializáveis de feiras e mercados e as conecta em tempo real a restaurantes comunitários e bancos de alimentos. 0
- Cidade dos 15 minutos: usar a tecnologia para descentralizar serviços e aproximar saúde, educação e trabalho da casa do cidadão. TEMPO DE VIVER SEM MEDO Proteção de verdade, perto de casa. 0
- Tarifa Zero Digital, o Wi-Fi do trabalhador: internet gratuita de alta velocidade na frota de ônibus, nos terminais rodoviários e nas estações de metrô. Quem passa até quatro horas por dia no transporte não pode ficar incomunicável ou queimando o próprio plano de dados para trabalhar e estudar. 0
- Letramento e capacitação digital popular: reformular a Estratégia de Governança Digital do DF com foco em quem foi deixado de fora e criar Centros de Capacitação Tecnológica Popular nas RAs, com formação gratuita em informática, inteligência artificial e economia digital, prioritariamente para jovens e mulheres das periferias. 0
- Brasília Cidade Inteligente — laboratório urbano do Brasil: integrar num só painel os dados hoje isolados de trânsito, saúde, segurança, educação, meio ambiente, energia e transporte, com interoperabilidade obrigatória entre os sistemas do GDF, para decidir com evidência e não com achismo. Aplicar a tecnologia onde ela devolve tempo e dinheiro ao morador: semáforos inteligentes, iluminação pública conectada, monitoramento ambiental em tempo real, gestão inteligente da água e da energia e gêmeos digitais para simular intervenções urbanas antes de gastar. Por ser cidade planejada e sede dos três poderes, Brasília pode testar e depois exportar soluções ao resto do país. 0
- Hélice tríplice na prática, unindo governo, universidade e empresa: instituir programa permanente que conecte UnB, UCB, IFB, Embrapa e FAP-DF às demandas concretas do GDF e às empresas de tecnologia do DF, com editais de desafio público, encomenda tecnológica e bolsas para pesquisa aplicada, transformando os 77 mestres e doutores por 100 mil habitantes em solução para a cidade — inclusive com polos nas RAs, para que a inovação gere emprego onde mora quem mais precisa. 0
- Estratégia DF Hub Digital: posicionar o DF como polo nacional de tecnologia, govtech e economia digital, atraindo empresas e centros de P&D, com atração de datacenters sustentáveis com contrapartida de emprego local e energia renovável. 0
- GDF na palma da mão: unificar os serviços digitais em plataforma única com linguagem simples (agendamento de saúde, matrícula, documentos e Ouvidoria) sobre uma governança digital unificada (Plano Diretor de Tecnologia) e interoperabilidade de dados. 0
- Marco distrital de IA e cibersegurança: uso responsável de IA nos serviços públicos, proteção de dados do cidadão e centro de resposta a incidentes. 0
- Ecossistema de inovação para além do Biotic: rede de hubs nas RAs com incubadoras públicas conectadas a UnB, IFB, UnDF e FAP-DF, e compras públicas de inovação (o GDF como primeiro cliente das soluções do DF). 0
- Periferia tech: bootcamps gratuitos, laboratórios maker e de robótica nas escolas, arenas gamer públicas e editais exclusivos para startups de jovens das RAs de menor renda. 0
- Ampliar a FAP-DF: editais estáveis e plurianuais, priorizando pesquisa aplicada aos problemas do DF (saúde, mobilidade, Cerrado). 0
- Conectividade como direito — Wi-Fi Social: internet gratuita de qualidade em todas as RAs, escolas, terminais, feiras e frota, reativando e expandindo o Wi-Fi Social abandonado, com capacitação. 0
- Governo aberto: dados públicos abertos por padrão, com painel de metas do governo em tempo real. 0
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Viver sem Medo
Proteção de verdade, perto de casa
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Reverter a curva de alta do feminicídio e dos crimes violentos letais intencionais (CVLI) e reconstruir a sensação de segurança com tecnologia bem empregada, polícias integradas e prevenção que ataca as causas da violência.
Diagnóstico
O DF é hoje uma das unidades da federação mais seguras do país nos indicadores de violência letal, mas distribui essa segurança de forma desigual e não consegue reduzir o medo. Ainda que os indicadores de crimes violentos e a taxa de homicídios tenham melhorado, há um quadro de insegurança que se desenvolve entre vários públicos das cidades. E há um paradoxo que o próximo governo terá de enfrentar: o DF tem o maior gasto per capita em segurança pública do país, sustentado pelo Fundo Constitucional (R$ 11,4 bilhões em 2025), e ainda assim convive com lacunas de perícia, de prevenção primária e de transparência de dados. Gasta-se muito e mal. No Decide DF, o relato líder resume a solução que a população quer: "policial que conhece o bairro protege melhor" — policiamento comunitário, iluminação e presença. E quem cuida da segurança também precisa de cuidado: no Brasil, um policial tira a própria vida a cada três dias (131 suicídios em 2025), e o DF sequer publica esse dado sobre suas forças. Mas o quadro tem cinco alertas que orientam este plano. Primeiro, a desigualdade racial na letalidade se aprofundou: uma pessoa negra no DF tem hoje três vezes mais chance de ser assassinada do que uma não negra (razão que subiu de 2,49 para 3,00). Segundo, o feminicídio é um dos poucos indicadores em que o DF está acima da média nacional: subiu de 23 para 28 vítimas em 2025 (+21,7%) e as tentativas passaram de 102 para 131, colocando o DF na 8ª posição do país. A taxa distrital de tentativas de feminicídio (4,44 por 100 mil) é mais que o dobro da média nacional (1,95), e nove RAs concentram 68% dos feminicídios, com maior incidência em Planaltina, Ceilândia, Samambaia e São Sebastião. Terceiro, o medo não acompanhou a queda do crime: 64,3% das pessoas se sentem inseguras à noite no Setor Comercial Sul e dois em cada três usuários evitam pontos de ônibus depois das 20h. Quem leva mais de dez minutos de casa até o ponto tem 83,6% mais chance de perceber risco elevado, e quem percebe presença de facção no trajeto, 183%. É o medo, não só o crime, que esvazia as ruas e empurra quem pode para a segurança privada. E o crime mudou de forma: em 2025 foram 20.425 celulares roubados ou furtados, um aparelho a cada 52 minutos, enquanto os estelionatos digitais cresceram 408% no país entre 2018 e 2024. Quarto, as facções já chegaram: mais de 500 faccionados presos (PCC, CV e outras), concentrados nas RAs mais vulneráveis, e a reversão dos CVLI em 2025 (+6,8%) pode ser o primeiro sinal. Quinto, as forças operam no limite, a PMDF tem cerca de 60% do efetivo previsto, a PCDF 50% e o CBMDF 59%, um déficit de aproximadamente 18 mil vagas; e um policial tira a própria vida a cada três dias no Brasil, com o DF sem sequer publicar seus dados. A melhor evidência disponível é clara sobre onde está o gargalo. As evidências apontam que o videomonitoramento meramente passivo praticamente não reduz crime; o monitoramento ativo, com operadores acompanhando as imagens e acionando resposta, reduz em torno de 15%; e, combinado a outras intervenções, a redução chega a cerca de 34%. O problema, portanto, não é o número de câmeras, mas a capacidade de analisá-las e agir. Avaliações independentes do Smart Sampa apontaram ausência de redução estatística da criminalidade, além de falsos positivos e vieses no reconhecimento facial. Tecnologia sem gestão, sem prevenção e sem salvaguardas entrega pouco e cria riscos — lição que o DF 360, lançado em fevereiro de 2026, precisa incorporar para dar resultado. Precisamos integrar inteligência com presença da polícia onde é mais preciso, com condições adequadas para trabalhar e conhecimento da sua comunidade.
- Valorização das carreiras e transparência: critérios objetivos de promoção, mesa permanente com praças e oficiais, microdados criminais abertos e georreferenciados (incluindo letalidade e vitimização policial). 0
- Câmeras corporais e formação: aderir ao Projeto Nacional de Câmeras Corporais (evidências mostram redução de 25% a 61% no uso da força) e usar a Rede EaD da Senasp para formação continuada. 2
- Política de redução da letalidade policial com meta e monitoramento: câmeras corporais, protocolos de uso progressivo da força e fortalecimento do controle interno e externo da atividade policial — proteger a vida do cidadão e a do policial é a mesma política. 3
- Formação continuada das forças de segurança em direitos humanos, enfrentamento ao racismo institucional, gênero, atendimento a grupos vulneráveis, saúde mental e polícia comunitária — substituindo a lógica exclusivamente repressiva. 0
- Mediação comunitária e justiça restaurativa: expandir centros de mediação nos territórios, integrando segurança pública, assistência social e sistema de justiça para resolver conflitos antes que virem violência. 0
- Sistema prisional como espaço de direitos e ressocialização: política integrada de reinserção com acompanhamento pós-cárcere e apoio às famílias, universalização da educação básica e profissionalizante às pessoas privadas de liberdade com remição pelo estudo, e enfrentamento da superlotação e das condições degradantes, a começar pelo Presídio Feminino da Colmeia. 0
- Plano de Enfrentamento ao Feminicídio (30 dias): Viva Flor e Patrulha Maria da Penha em todas as RAs, fiscalização ativa de medida protetiva descumprida e avaliação de risco padronizada e obrigatória no primeiro contato (delegacia, saúde, 190). Expandir a Casa da Mulher Brasileira (delegacia, Defensoria, Juizado e acolhimento num só lugar) e o Dispositivo de Proteção que monitora vítima e agressor 24h. 0
- Saúde mental na segurança: ampliar a Rede de Atenção Psicossocial no sistema prisional e implantar programa permanente de cuidado à saúde mental dos profissionais de segurança pública. 0
- Alcançar quem está fora do radar e revisar cada caso: como a maioria das vítimas de feminicídio não tinha medida protetiva, investir em prevenção primária; e instituir o Comitê de revisão de feminicídios, que analisa cada caso e tentativa grave para corrigir onde a rede falhou. 0
- Asfixia financeira das facções: criar uma unidade integrada de inteligência patrimonial e financeira para atacar o dinheiro do crime organizado, que já opera no DF com mais de 500 faccionados presos, acelerar a perícia cibernética, combater a receptação de celulares (com bloqueio de IMEI e cooperação das operadoras) e articular com o sistema prisional para interromper o comando de dentro das cadeias. 0
- Amparo às vítimas indiretas: acompanhamento psicológico, social e material a crianças e adolescentes que perdem as mães para o feminicídio. 0
- Recompor o efetivo das forças: plano plurianual de concursos para PMDF, PCDF e CBMDF, que hoje operam com cerca de 60%, 50% e 59% do efetivo previsto, um déficit de aproximadamente 18 mil vagas, com atenção às 1.289 aposentadorias projetadas nos bombeiros nos próximos cinco anos. 0
- Policiamento comunitário como doutrina: o policial fixado no território, que conhece o bairro, com metas de proximidade, e CONSEGs com poder real de pauta e devolutiva obrigatória. 0
- Meta é reduzir o medo, não só o crime: instituir pesquisa periódica de vitimização e de percepção de segurança como indicador oficial do governo, orientando o investimento para onde a população de fato sente medo, porque a boa posição do DF nos números não chegou à sensação de segurança nas ruas. 0
- Rede Sentinela — monitoramento que age: transformar o DF 360 numa rede ativa: salas de análise regionais 24h dimensionadas por número de câmeras, IA para detecção e resposta rápida. 0
- Meta explícita de redução da desigualdade racial na letalidade: hoje uma pessoa negra tem três vezes mais chance de ser assassinada no DF do que uma não negra, e essa razão piorou (subiu de 2,49 para 3,00 entre 2017 e 2024). A razão racial nos homicídios passa a ser indicador oficial do governo, com meta de redução publicada e prevenção primária (educação integral, esporte, trabalho e renda) direcionada às RAs de maior letalidade de jovens negros. 0
- Comando integrado e inteligência: Centro Integrado de Comando e Controle unificando PMDF, PCDF, Bombeiros, Detran e DF Legal, com integração de bancos de dados e prevenção qualificada ao roubo de celulares (integração com operadoras e bloqueio ágil). 0
- Perícia e investigação à altura do crime que mudou: laboratório integrado de perícia cibernética, com equipe e equipamento para investigar estelionato digital, fraude bancária e cadeia de receptação, atacando a impunidade nos golpes e nos 20.425 celulares subtraídos em 2025. A perícia é o gargalo silencioso: sem ela, o inquérito não anda e o crime compensa. 0
- Corredores de transporte seguros (urbanismo social): iluminação LED e requalificação de pontos e terminais, começando pelas periferias. 1
- Política de pessoas desaparecidas fortalecida: recuperar o índice de localização (98% em 2024, 96% em 2025) e reverter a alta de 11,7% nos desaparecimentos, mantendo o protocolo Sinal de Busca Imediata, que compartilha a imagem com mais de 30 órgãos em tempo real e virou referência nacional, com apoio permanente às famílias. 1
- Juventude nas RAs de maior letalidade: busca ativa, mentoria, vaga de trabalho e acompanhamento psicossocial — segurança articulada com prevenção. 0
- Consórcio metropolitano de segurança DF-Entorno (RIDE): centros de comando interoperáveis, fluxo de inteligência e captação do Fundo Nacional. 0
- Cuidar de quem protege: Programa de Atenção Biopsicossocial aos Profissionais de Segurança (90 dias) com saúde mental desvinculada de disciplina, adesão ao Escuta Susp federal, e núcleos de assistência jurídica ao policial que atua na legalidade (60 dias). 0
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